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Manaus
POLÍCIA

Investigação sobre assassinato do advogado Armando Freitas está adiantada, diz polícia

Os nomes de envolvidos devem ser divulgados ainda nesta semana. Vítima de 79 anos foi morta com três tiros dentro do próprio escritório de advocacia 07/05/2018 às 07:15
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Foto: Divulgação
Joana Queiroz Manaus (AM)

Uma viatura da Força Tática está desde a última sexta-feira (4) fazendo a segurança da casa onde mora a família do advogado Armando Freitas, assassinado a tiros dentro do próprio escritório de advocacia, em Manaus. A presença da guarnição policial foi solicitada pela Ordem dos Advogados Do Brasil (OAB) Seccional Amazonas, conforme informou ontem o presidente da Ordem, Marco Aurélio Choy.

“Nesse momento, a família está se sentindo insegura porque foi lá que aconteceu o crime, é o local onde moram e trabalham, e por isso, achamos por bem solicitar uma viatura para que a família se sinta amparada e mais segura”, disse Choy.

A informação repassada pela polícia é que o crime não está longe de ser elucidado. Um policial que está trabalhando no caso, que pediu para não ser identificado, disse que, provavelmente, até amanhã os nomes dos envolvidos sejam divulgados.

Ontem, o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Rodrigo Santoro, disse que as investigações estão bem adiantadas e que, do dia do crime até o momento, já tinha sido instaurado inquérito policial para investigar o assassinato, além de terem sido tomados os depoimentos de algumas pessoas.

A polícia também recolheu material que vai ajudar a elucidar o caso como imagens de câmeras de segurança da vizinhança que estão sendo analisadas para tentar identificar o criminoso. Uma das principais linhas de investigação indica a questão de um terreno, do qual Armando era um dos herdeiros e que teria doado uma parte.

A suspeita de latrocínio (assalto seguido de morte) foi descartada. O caso está sendo investigado pela DEHS, com apoio da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERFD) e da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).

O presidente da OAB disse que também está acompanhando o caso. “Eu estava na solenidade de posse dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral quando soube que o Armando tinha sido assassinado. Naquele momento eu conversei com o governador, Amazonino Mendes, e com o vice-governador, Bosco Saraiva, e pedi deles um empenho maior para investigar a morte do colega”, afirmou Choy.

Ainda conforme o Maurco Aurélio Choy, medidas como mandados de busca e apreensão também já foram tomadas.

À queima-roupa

O ex-deputado estadual e advogado Armando de Oliveira Freitas, 79, foi assassinado na manhã de sexta-feira (4). O crime aconteceu dentro do escritório de advocacia da vítima, na rua Presidente Dutra, bairro Glória,  na Zona Oeste. Os tiros foram disparados por um homem que chegou ao escritório, chamou por ele, e quando Freitas apareceu para atendê-lo, recebeu os tiros à queima roupa.

Ao sair do local do crime, o assassino teria tropeçado e deixado a arma cair no chão, conforme testemunhas.  Um homem que passava pelo local, conhecido da vítima e irmão da advogada Jeane Fernandes, tentou intimidar o criminoso, pegando a arma e atirando contra ele, porém não obtive sucesso. A arma, um revolver calibre 38, foi deixado no loca e mais tarde apreendido pela polícia.

A vítima foi socorrida pelo filho, o também advogado Glen Wilde do Lago Freitas, que o levou para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Sul. Até este domingo (6), Wilde ainda estava abalado e preferiu não falar sobre o pai. Os vizinhos da família ainda estão assustados e preferiram não comentar sobre o crime. Uma força-tarefa formada pela DEHS, DERFD e Seai investiga o caso.

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