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Investigações da polícia apontam que babá que estuprou menina pode ter feito outras vítimas

Mulher de 21 anos que trabalhava como babá foi presa após descobrirem que ela roubava e ainda abusava sexualmente de uma menina de 7 anos - ela, inclusive, transmitiu uma DST para a criança. Antes de ser presa, a babá já estava atuando em outra residência 03/03/2016 às 18:54
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A babá confessou o crime, mas se defendeu dizendo que abusou da criança apenas uma vez
acritica.com Manaus (AM)

Após a equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) prender a babá Lidiane Barbosa da Silva, de 21 anos, por estupro de vulnerável contra uma menina de 7 anos - crime ocorrido em julho de 2015 mas que só agora veio à tona -, as investigações da Polícia Civil apontam que ainda pode haver mais vítimas da jovem, pois há relatos de que ela levava outras crianças, também do sexo feminino, para dormir na sua casa. Além disso, a infratora já teria trabalhado em outros lugares depois do crime.

De acordo com a delegada titular da Depca, Juliana Tuma, a criança sofreu uma série de abusos sexuais, iniciados em julho de 2015, no período em que Lidiane trabalhava como babá em uma residência situada no bairro Hiléia, na Zona Centro-Oeste da capital. 

“Os abusos só acabaram quando a Lidiane foi dispensada pela família para quem ela trabalhava, no início deste ano. Até um irmão da vítima, de 11 anos, disse que a flagrou beijando a criança na boca. Os pais começaram a observá-la e perceberam nela um comportamento diferente”, explicou a delegada da Depca.

A autoridade policial disse, ainda, que, os familiares da menina desconfiaram do envolvimento da babá com os furtos de objetos da residência. “A mãe percebeu a falta de alguns pertences e desconfiou de Lidiane, por isso ela foi dispensada pela família”, relatou a delegada Juliana.

Em depoimento à Polícia Civil, a criança relatou, em detalhes, as circunstâncias do abuso sexual: “Ela disse que a babá lhe penetrou com os dedos, fazia sexo oral e se esfregava nela. Realizamos um trabalho de um mês de investigação e comprovamos a veracidade dos fatos. Um exame de conjunção carnal comprovou, inclusive, que o hímen da menina foi rompido, ela contraiu até uma doença sexualmente transmissível”, explicou a titular da Depca.

Após um mês de investigações, a equipe da Depca conseguiu localizar a infratora, que foi presa logo após ter participado de um culto em uma igreja evangélica. A captura dela foi resultante de um mandado de busca e apreensão, expedido no dia 22 de fevereiro deste ano pela juíza Patrícia Chacom de Oliveira Loureiro, da Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.

Segundo a delegada, também foi feito um cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa onde Lidiane morava, logo após a prisão dela. No local, a Polícia Civil apreendeu calcinhas e brinquedos da vítima. 

Lidiane foi indiciada por estupro de vulnerável e após os procedimentos legais na sede da especializada, a jovem será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino.


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