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Manaus
OPERAÇÃO HÍGIA

Investigações de desvios de medicamentos vão continuar, diz delegado

Segundo o delegado Dênis Pinho, a meta a partir da agora é encontrar mais co-autores do esquema de desvio de medicamentos hospitalares da rede pública estadual de saúde 16/03/2017 às 19:43 - Atualizado em 16/03/2017 às 19:58
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(Foto: Gilson Mello)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O diretor-adjunto da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Dênis Pinho, informou que as investigações de desvios de medicamentos hospitalares da rede pública estadual de saúde continuarão nos próximos dias. Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a ‘Operação Hígia’, onde foram cumpridos mandados de prisão, de busca e apreensão e condução coercitiva.

Para o Portal A Crítica, o delegado Dênis destacou que a PC ainda não sabe o valor que pode ter sido desviado durante o esquema, mas afirmou que deve ser 'milionário'. “As investigações vão continuar. A gente está inclusive avaliando o prejuízo que esse desvio pode ter ocasionado. Não temos uma noção ainda, porque não sabemos há quanto tempo isso vem acontecendo. Só sabemos que pode ser milionário, mas ainda não temos como mensurar”, disse.

A meta a partir da agora, segundo o delegado, é encontrar mais co-autores do esquema. “Agora vamos avaliar as informações que temos a partir dessas medidas judiciais que foram cumpridas hoje. Com base nessa primeira fase, vamos dar continuidade nas investigações, para chegarmos a outros co-autores”, destacou Dênis.

De acordo com Dênis, as atividades da Operação Hígia, começaram há cerca de três meses, quando foi atendido uma solicitação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), que recebeu a denúncia da participação de funcionários públicos no desvio de placas de raio-X, seringas, agulhas, soros, lençóis, medicamentos, luvas e máscaras cirúrgicas de unidades hospitalares da rede pública.

“Os desvios começaram na unidade de saúde PAM Codajás. Com o inicio das investigações, identificamos que outras unidades da Susam, na capital e em Iranduba, eram vítimas desses indivíduos que desviavam os produtos médicos hospitalares. Chegamos no Antônio, que era o líder do esquema”, comentou.

Dênis informou que um dos envolvidos está foragido da Justiça. “Cumprimos o mandado de prisão preventiva do Antônio e mais de dois indivíduos. Um quarto está foragido e ainda não foi localizado. Também foram cumpridos cinco mandados de condução coercitiva, envolvendo um farmacêutico, uma servidora pública, um médico, um dono de um instituto radiológico e uma dentista”, completou.

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