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Manaus
Passagem da tocha

Ipaam ainda aguarda posicionamento do CMA sobre morte de onça

Órgão que investigará a morte do felino informou que precisa de um posicionamento oficial sobre as circunstâncias do acidente 21/06/2016 às 13:30 - Atualizado em 21/06/2016 às 13:54
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Juma foi baleada e morreu após ter tentado atacar militar no Cigs (Foto: Luana Leite/Divulgação)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão responsável pela investigação da morte da onça Juma, ainda está aguardando um posicionamento oficial do Comando Militar da Amazônia (CMA). O animal foi abatido na manhã da última segunda-feira (20) no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), após ter participado passagem da Tocha Olímpica em Manaus.

“Necessitamos ainda da confirmação através de resposta oficial da notificação enviada pelo órgão ao CIGS, sobre o que ocorreu no evento e sobre as circunstâncias do acidente. O Ipaam salienta que as medidas cabíveis serão adotadas após a resposta oficial do CIGS”, disse o órgão, por meio de nota.

O órgão salientou que autorização da onça ‘Juma’ não foi solicitada para participar do evento da passagem da tocha olímpica. O Ipaam informou, ainda, que o CIGS está em processo de licenciamento após o repasse do processo pelo IBAMA e foi vistoriado em novembro de 2015. O CMA possui licença vigente de mantenedor de fauna silvestre com a vistoria realizada em dezembro de 2015.

A pasta ressaltou que as onças que hoje permanecem em cativeiro no Estado do Amazonas, foram resgatadas da natureza quando ainda filhotes, geralmente pelo óbito da mãe, ocorrido como defesa dos predadores ou pelo tráfico de animais silvestres para serem vendidos e criados sem autorização.

Manifestação

A ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (PATA) está organizando uma manifestação para o próximo sábado (25) em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA), na avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste de Manaus. Até o início da tarde desta terça-feira (21), 800 pessoas manifestaram interesse na manifestação e quase 500 haviam confirmado presença.

Estresse pode ter sido a causa

Mesmo com o uso de tranquilizantes no resgate da onça-pintada Juma, que fugiu da jaula após a cerimônia da Tocha Olímpica, segundo informou o Comando Militar da Amazônia (CMA), o alto grau de estresse provocado pelo evento pode ter blindado ou diminuído o efeito do medicamento. Quem garante são pesquisadores do Instituto Mamirauá. A onça morreu baleada após ter tentado atacar um militar durante o resgate dela.

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