Domingo, 19 de Maio de 2019
Manaus

Ipaam inspecionará praia onde banhistas foram atacados por piranhas no Amazonas

Os analistas ambientais Marcelo Garcia e Sônia Canto estiveram no balneário, e foram recebidos pelo caseiro responsável pela praia, Claudinei Miranda. Segundo Miranda, as piranhas morderam seis pessoas



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Ataque de piranhas na praia Dourada ocorreu nesse domingo (14), pela parte da tarde
16/01/2013 às 21:08

Após denúncia de ataque de piranhas a banhistas na Praia Dourada, localizada no Tarumã- Açu, zona oeste de Manaus, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), por meio de sua Gerência de Fiscalização inspecionou, na última terça-feira (15), a praia de ocorrência do acidente.  O local é monitorado pelo órgão.

Ontem, os analistas ambientais Marcelo Garcia e Sônia Canto estiveram no balneário, e foram recebidos pelo caseiro responsável pela praia, Claudinei Miranda. Segundo Miranda, as piranhas morderam seis pessoas, nas proximidades da margem da praia, ocasionando pequenas lesões nos dedos dos pés.  

Após análise da foto do ferimento de um dos banhistas, a equipe técnica do IPAAM observou que, provavelmente, o exemplar de piranha que causou o acidente era de pequeno porte. Possivelmente, se tratava da espécie conhecida como ‘piranha preta’ (juvenis), de nome científico Serrasalmus rhombeus, mais abundante em rios de água preta.

Questionado sobre a possibilidade de risco à vida humana, o biólogo e analista ambiental do Instituto, Marcelo Garcia, explicou que a maioria das piranhas não oferece perigo ao homem, pois costumam nadar em cardumes pequenos e normalmente se alimentam de frutos e sementes, provenientes da floresta inundada. “Não que essas espécies não se alimentam de peixes, mas seu hábito alimentar é predominante de frutos e sementes”, explicou.


Conforme Garcia, o igarapé Tarumã – Açu possui características predominantes de lago, mais do que de rio, o que favorece a ocorrência de peixe dessa espécie na área.

Ele explicou que nesse período de seca, o rio apresenta um desnível de aproximadamente 12 metros no volume de água em relação à cheia, resultando em uma grande concentração de peixes. Somado a isto, a ausência de um ambiente natural de alimentação (floresta inundada) das espécies, a área onde as pessoas se encontravam na ocasião (propícia ao descarte de resíduos de comida), contribuiu para que o local ficasse ‘cevado’ e atraísse o peixe.

“Possivelmente em instinto de defesa, ou mesmo para se alimentar, a piranha pode ter mordido os banhistas”, explicou.
No entanto, Marcelo enfatizou que casos dessa natureza não são notificados com freqüência ao IPAAM. Segundo o analista, na região amazônica, somente a espécie conhecida como ‘piranha caju’ oferece risco ao homem, mas estas não são naturais de água escura, mas de água branca.
As piranhas pretas não formam grandes cardumes, ao contrário das espécies de piranha caju que costumam nadar em grupos de até 200 a 300 piranhas. Em casos de ataques desse grupo de peixes, os acidentes podem ter maiores proporções, podendo levar a óbito. Conforme Marcelo, as piranhas pretas podem atingir até 40 centímetros, mas nadam em pequenos cardumes.

Ainda segundo Garcia, não foi identificado nenhum aporte de nutrientes próximos do local (restaurantes, lanchonetes) que pudessem estar poluindo a praia. “O caso foi realmente atípico”, considerou Marcelo. Existem aproximadamente 50 espécies de piranhas, algumas somente se alimentam de nadadeiras ou escamas de outros peixes. “Estamos monitorando a área e qualquer acidente que venha acontecer, com base em estudos aprofundados, poderá gerar novas medidas com objetivo de elucidar a real situação”, concluiu o analista ambiental do IPAAM, Marcelo Garcia.

No ultimo domingo (13), banhistas relataram ter sofrido com ataques de piranhas na Praia Dourada.

Com informações da assessoria.


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