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Ipês da avenida Djalma Batista entram em período de renovação das folhagens

Esse é o momento em que todas as flores e vagens caem, ficando apenas os galhos das árvores que ganharão novas folhas 10/09/2015 às 15:23
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Técnicos estão fazendo o monitoramento das árvores para realizar a coleta de sementes que darão origem a novas mudas da espécie
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Depois de florescerem, alguns dos 315 ipês que arborizam o canteiro central da avenida Djalma Batista, em Manaus, começam agora o processo de renovação das folhagens, momento em que todas as flores e vagens caem ficando apenas os galhos das árvores que ganharão novas folhas.

Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) estão fazendo o monitoramento das árvores para realizar a coleta de sementes que darão origem a novas mudas da espécie.

O trabalho é feito por técnicos do Viveiro Municipal, ligado ao Departamento de Arborização e Paisagismo da Semmas. Eles esclarecem que a perda de folhas é um fenômeno natural característico da espécie. Algumas árvores ainda estão floridas e embelezando a via.

De acordo com o engenheiro florestal Lucas Ourique, chefe da Divisão de Elaboração e Acompanhamento de Projetos da Semmas, esse processo nada mais é do que uma estratégia de sobrevivência das árvores.


“Com a diminuição gradativa das chuvas na Amazônia, os vegetais, de forma geral, sentem rapidamente essa falta de água que é vital nos processos fisiológicos das plantas. A partir disto, as árvores fazem de tudo para economizar os recursos já escassos. A primeira ação é a abscisão foliar, que é o descarte de folhas velhas, que são menos eficientes nos processos fisiológicos das plantas. Algumas espécies podem descartar totalmente as folhas (decíduas ou caducifólias) como no caso dos Ipês, outras parcialmente (semicaducifólia)”, explica.

Segundo Ourique, a planta estabelece prioridades. “Como esse momento não é propício para crescer pela escassez de recursos, as árvores investem na reprodução e consequentemente na perpetuação da espécie, por isso florescem no período mais seco”, afirmou.

Ainda de acordo com o engenheiro florestal, após o investimento na floração, formação e dispersão dos frutos, as árvores emitem novas folhas renovando o ciclo e voltando a crescer de acordo com a disponibilidade de recursos. Todo o processo, segundo Ourique, é natural, importante para o ciclo de vida dos vegetais e faz parte da fenologia da espécie, que pode ainda apresentar variação em função da espécie e do clima local.


*Com informações da assessoria de imprensa

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