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Iphan embarga obra no Centro de Manaus

Derrubada do muro da com azulejos mostrando a via sacra, localizada na Matriz, é criticada por especialistas que reclamam falta de informação 13/08/2013 às 08:10
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Mais de 12 pinturas retratando a via sacra serão destruídas com o muro
Ana Celia Ossame Manaus

Apesar de não fazer parte do original do complexo da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, a destruição do muro onde estão registradas as estações da via sacra de Cristo em azulejos coloridos gerou protestos e acabou sendo embargada pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A superintendente do Iphan no Amazonas, Sheila Campos, disse que o embargo não está relacionado com a originalidade do muro, mas sim com o descumprimento da legislação que determina a necessária aprovação pelo órgão de toda obra a ser realizada no Centro de Manaus. Segundo ela, já houve um contato inicial com Iphan pela Prefeitura, mas o órgão ainda aguarda as informações solicitadas.

O pároco da Matriz, padre José Albuquerque, justificou a derrubada do muro com o projeto aprovado pela Prefeitura para a revitalização da área da Igreja Matriz. Segundo ele, a Seminf adiantou a demolição porque aqueles azulejos não são históricos, mas sim a escadaria, que era ocupada indevidamente.

Agressão
Para o professor de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), artista plástico Otoni Mesquita, em meio ao processo de revitalização daquele espaço, a forma como foi feita a derrubada foi uma agressão.

“Não precisava ser destruído, pois poderia ser transferido para outro local, afinal é uma obra de arte”, disse ele, ao considerar ainda uma agressão aos cristãos e um desperdício de dinheiro público, uma inconveniência nos dias de hoje. No entendimento dele, essa prática de quebrar podia ser adotada nos botecos ao lado do Relógio Municipal, onde os turistas vão e registram as agressões e a sujeira ao conjunto arquitetônico e histórico da cidade.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutrura (Seminf), responsável pela obra de demolição do muro e de outras a serem realizadas , mas até o fechamento da edição não recebeu a nota que seria encaminhada, conforme informações da assessoria de imprensa.

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