Sábado, 21 de Setembro de 2019
FACÇÕES

Irmãos acusados de liderar matança em presídio seguem foragidos, diz MP

Alvos de operação Asfixia, Alan Barbosa Rolim e Anderson Barbosa Rolim não foram encontrados; único mandado de prisão cumprido foi contra detento que já estava em presídio federal



WhatsApp_Image_2019-08-15_at_12.52.13_EA998747-BCCF-45D0-A04B-6D05C43AE341.jpeg Promotor Flávio Motta foi com quem coordenou a operação (Foto: Junio Matos)
15/08/2019 às 14:38

Dos três mandados de prisão expedidos como parte da Operação Asfixia, deflagrada na manhã desta quinta-feira sob a coordenação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), apenas um foi cumprido. Além disso, a operação cumpriu ainda sete mandados de busca e apreensão. O alvo das prisões são as lideranças de facções criminosas atuantes na capital, envolvidos diretamente no massacre ocorrido em maio deste ano, nos presídios da capital. 

Os mandados de prisão foram  em nome de Alan Barbosa Rolim; que atuava fora do sistema prisional; Márcio José Lopes Carneiro, que atuava dentro do presídio, e Anderson Barbosa Rolim, irmão de Alan e também envolvido no tráfico de drogas. Conforme o MPAM, durante coletiva de imprensa realizada hoje na sede do órgão, foi cumprido apenas a prisão de Márcio José Lopes, sendo que os outros dois seguem foragidos da justiça. 

"As investigações começaram em dezembro do ano passado, quando o Ministério Público interceptou alguns salves. As mensagens que circulam entre os faccionados informaram que um deles, o Alan Rolim, seria a principal liderança do grupo fora do sistema prisional enquanto que o Márcio seria a principal dentro do sistema prisional”, comentou o promotor de justiça, Flávio Mota, que está à frente da Operação Asfixia. 

“Tanto o Alan quanto o Márcio seria os autores intelectuais desse massacre, ou seja, teria partido deles os salves que ensejaram o massacre dentro do sistema prisional. Logo após isso, Márcio foi transferido para o presídio de Mossoró, enquanto os outros dois ainda estão soltos, os cumprimentos de prisão estão em curso”, afirmou. 

De acordo com o promotor de justiça, Flávio Mota, Alan Rolim tem várias funções frente a facção criminosa, entre eles, centralizar o dinheiro que os filiados são obrigados a pagar mensalmente, pagar financeiramente todos os familiares de presos e ainda responsável na escolha de quem irá morrer ou apontar quem será executado. 

Mandados de busca

Durante os cumprimentos de mandados de busca em residências de pessoas ligadas aos três implicados foram apreendidos computadores, celulares, quantias em dinheiro. “Esses materiais servirão de subsídio para as investigações do Ministério Público de modo que a gente consiga compreender como é que funciona essa organização criminosa”, ressaltou ainda o promotor de justiça. 

Operação Asfixia

A operação faz parte da ofensiva conjunta dos Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaecos) que estão realizando, nesta quinta-feira, operações contra integrantes de organizações criminosas em nove estados da federação. Além do Amazonas, as diligências desta quinta-feira estão sendo realizadas simultaneamente nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro.

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Repórter de A Crítica

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