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Irregularidades cometidas por empresários atrapalham circulação nas calçadas da capital

Donos de lanches invadem as ruas em até dois metros e, curiosamente, não são interpelados pela Prefeitura de Manaus 26/09/2015 às 09:26
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O espaço tomado pelo lanche, na rua, é equivalente a de um carro de passeio
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Sabe aquela velha máxima do “Se colar!”?. Pois é, muita gente apostou e acabou “colando”. São inúmeros os casos de invasão de área pública para exploração comercial, obstruindo passagem de pedestres. Na calçada da rua Penetração 2, no bairro Japiim, zona Sul, um lanche construído em alvenaria, sobre a calçada, quando fecha, fica isolado com correntes.

Outro fica próximo ao cruzamento das tradicionais ruas Leonardo Malcher e a Joaquim Nabuco, zona Centro. O lanche ocupa mais de dois metros da rua e o gerente garante que há até Alvará de Licença. Além de não mostrar o documento, não revelou seu nome, nem o do proprietário. “O lanche é todo legalizado, só não sei onde está o Alvará e nem posso dar o número do telefone do dono”, revela o fiel funcionário.

Na rua das Sucupiras, conjunto Kyssia, bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste, uma escola de inglês construiu dois lances de escadas, sobre a calçada, para acesso ao prédio. Os proprietários não se contentaram e fizeram a subida para cadeirantes, iniciando a um metro dentro da rua. O professor e diretor Calvin Galbraith, disse que nunca foi incomodado pelos órgãos públicos. “Está tudo legalizado. Já estamos aqui há muito tempo e nunca houve nenhuma denúncia”, garante a gerente da escola, Maria Brito.

“Fizemos um corrimão por causa da segurança das crianças. Eles saem correndo e isso é perigoso, por isso fizemos essa estrutura, mesmo sobre a calçada. Sobre a subida para cadeirantes, admito que avançamos, mas foi para beneficio de quem não pode andar, mas podemos refazer o projeto”, promete o professor Galbraith.

Moradores denunciaram irregularidade também numa área um tanto isolada do conjunto Kyssia, bairro Dom Pedro. O estudante Ricardo Augusto, não quis revelar o sobrenome, mas relatou situação duvidosa sobre a ocupação da área. “Essa situação é toda ‘enrolada’. Tem gente que diz que é dono da área, outros dizem que são herdeiros. Acho que o dono do condomínio fez um ‘puxadinho’ sobre uma estação de esgoto”, sugere Ricardo. Dono do empreendimento, Jamerson Corrêa, 57, comprovou com documentos que a área é de sua propriedade e que, na área subterrânea, existe apenas uma tubulação de esgoto, o que não compromete em nada a construção na superfície.

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