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Manaus
GREVE

'Já estou no mato para me esconder', diz vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários

A paralisação geral da categoria começou às 4h e durou, pelo menos, até as 15h40, quando os primeiros ônibus começaram a deixar as garagens das empresas.  17/01/2017 às 15:54 - Atualizado em 17/01/2017 às 16:06
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TRT determinou a prisão de Josildo (de preto) e Givancir Oliveira (de vermelho) (Foto: Arquivo/AC)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Após o Tribunal Regional do Trabalho 11ª região determinar a prisão de toda a diretoria do Sindicato dos Rodoviários, o vice-presidente do órgão, Josildo Oliveira, revelou que “já está no mato para se esconder”.  A paralisação começou às 4h e durou, pelo menos, até as 15h40, quando os primeiros ônibus começaram a deixar as garagens das empresas. 

Ao atender a reportagem do Portal A Crítica, Josildo defendeu mais uma vez a legalidade da paralisação. Quando foi questionado sobre a determinação de prisão, o representante do sindicato afirmou que “estava apenas lutando pelos seus direitos”.

“Veio uma determinação de prisão. Não sei nem porque estou sendo preso, pois apenas estou lutando pela minha categoria. Já estou no mato para me esconder (risos). Se eu tiver que se preso por defender a categoria, isso que irei fazer, pode ter certeza”, frisou.

O sindicalista também informou que já direcionou os próprios advogados para atenderem a determinação judicial. “Isso é uma decisão arbitrária, pois não entendo o motivo que leve eu ser preso. Mas mesmo assim já encaminhei os meus advogados para resolver isso. Querem colocar medo na categoria com esses pedidos de prisões. Não vamos nos abater. A greve continua”, enfatizou o sindicalista.

Descumprimento

Mesmo após decisão da juíza do Trabalho, Eliane Leite Correa,  de que fosse mantida a circulação de 100% da frota de ônibus nesta terça-feira, 17, os rodoviários paralisaram e nenhum ônibus circulou na cidade. Ao todo, uma frota de 1,4 mil ônibus de 220 linhas continua nas garagens, prejudicando aproximadamente 800 mil usuários. 

A decisão da  Juíza determina uma multa de R$ 100 mil para o Sindicato em caso de descumprimento da decisão, o que se configurou na manhã desta terça-feira. Além desta decisão, há ainda uma outra, tomada pelo  juiz plantonista do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, Adilson Maciel Dantas, que também proíbe a paralisação e indica uma multa de R$ 100 mil.

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