Terça-feira, 15 de Junho de 2021
PREPARADO

Jiu-jitsu é a arma do amazonense Diego Ferreira para voltar a vencer no UFC

Amazonense luta na noite deste sábado (8) tentando retomar o caminho de vitórias no UFC e explicou o quanto a arte suave ajudou na preparação para a luta



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08/05/2021 às 14:33

*Esperança no jiu-jitsu de Diego Ferreira*

Há uma expressão muito famosa entre os praticantes da arte suave que diz que 'só o jiu-jitsu' salva. No MMA, a expressão se popularizou por conta das vezes que mesmo contra adversários maiores, mais fortes e com técnicas diferentes de luta, o jiu-jitsu conseguiu fazer a diferença dentro do cage. O faixa preta de jiu-jitsu Diego Ferreira sabe bem como a arte marcial 'salva' e espera que na noite deste sábado (8), no UFC Vegas 26, o jiu-jitsu ajude a conquistar uma vitória contra o estadunidense Gregor Gillespie.



Os dois lutadores vêm de derrota na franquia e procuram voltar a vencer na categoria dos pesos-leves. Diego, que tinha uma sequência de seis vitórias consecutivas, viu a sua sequência ser quebrada em fevereiro contra Beneil Dariush. Já Gillespie sofreu a primeira derrota da carreira em sua última aparição – um nocaute contra Kevin Lee em novembro de 2019. O 'The Gift' tem seis vitórias por nocaute, cinco por finalização e oito vitórias no primeiro round. Contra o oponente, Diego espera encaixar seu jogo e disse que a estratégia é lutar.


“É lutar, não vou falar o contrário. Vou tentar não deixar ele confortável nas posições dele e uma coisa que eu tava estudando bastante é que ele tem um wrestling bom. Vou tentar entrar com meu wrestling, usar bastante a minha mão e o jiu-jitsu. Acho que vai ser uma boa luta. Ele gosta bastante de usar grappling e o wrestling, então a gente vai rolar bastante e eu vou tentar levar pro chão, tentar raspar ele, tentar ficar por cima e fazer meu jogo”, contou em entrevista exclusiva para o CRAQUE via zoom.


Além de contar com a arte suave para técnica na hora dos duelos, Diego conta que o jiu-jitsu também ajuda com a parte psicológica e nem estamos falando da filosofia da luta em si. Rolar no tatame é uma forma de recuperar a confiança afetada na última luta no UFC. No dia 30 de março, Diego participou do evento de lutas casadas Submission Hunter PRO 68 contra Jason Youseph. O amazonense do Careiro da Várzea levou a melhor: o que além de dar moral para o atleta também ajudou a manter a forma e o ritmo para a luta deste sábado.


“Física e psicologicamente ajuda demais. Depois da minha última luta eu não parei, graças a Deus. Eu gosto de estar competindo, das competições de jiu-jitsu e das competições de MMA, não gosto de ficar sentado por muito tempo esperando luta. Eu gosto de lutar, então pra mim sempre tô em cima do meu manager (agente): eu quero lutar. Faço alguns campeonatos de jiu-jitsu e meto a cara e é uma forma bastante legal pra manter um ritmo de luta. Depois da minha derrota corri atrás de uma vitória não importa o esporte”, explicou.


Além da luta que aconteceu em março, Diego ainda tinha uma outra luta de submission na praia para o dia 24 de abril, mas precisou cancelar assim que recebeu o chamado do UFC para a luta contra Gillespie. “Eu tava competindo em jiu-jitsu e cancelei uma luta pq o MMA me chamou. Estava mantendo um ritmo bom e já tinha como objetivo pegar mais uma luta antes do meio do ano e meu manager conseguiu em cima da hora, três semanas antes, mas tava treinando pra uma luta de jiu-jitsu, estava no peso e foi bem mais fácil do que pegar uma luta em cima da hora e estar em cima do peso”, completou.


Apesar de toda a preparação, Diego estourou o peso da categoria na sexta-feira (7). A balança assinalou 72,8kg, 2kg acima do limite dos pesos-leves que vai até 70,8kg. Com isso, ele cederá 30% da bolsa ao adversário, Gregor Gillespie, que bateu 70,7kg.


*Estudo*

Mas não foi apenas de competições e treinos que o período de preparação para a luta foi feito, Diego disse refletiu bastante a respeito dos erros cometidos contra Beneil Dariush no UFC Fight Night, no dia 6 de fevereiro onde o brasileiro perdeu por decisão dividida dos juízes.


“A luta foi acirrada e eu tirei como uma lição pra mim. Acho que faltou um pouquinho mais de pegada, nos socos, um pouquinho mais de defesa nas quedas na transição de finalização. Tava tão focado em finalizar, acabar com a luta que não tava pensando em lutar então, acho que isso foi um erro meu, mas lições são feitas para isso pra você aprender com a derrota. Os pontos que errei na minha última luta vai trazer bastante foco pra chegar no top, que é onde eu quero chegar”.


A luta é fundamental para os planos de Diego Ferreira de voltar ao top 10 da categoria. O amazonense chegou a figurar entre os 10 melhores dos pesos-leves no ano passado, mas após a derrota para Beneil Dariush caiu para a 12ª colocação, apesar disto, Diego ainda sonha em voltar ao top 10 e, posteriormente, brigar pelo cinturão.


“Meu plano pra categoria é chegar no top. Claro que quero fazer mais outra luta para chegar no top 5 pra ver se vou pro lado dos tubarões. Então é fazer mais uma luta pra voltar no meu ritmo de chegar ao top e vou trabalhar pra fazer e chegar o mais rápido possível no top 5”.

*Card principal (20h, horário de Manaus)*

Marina Rodriguez  Michelle Waterson
(Peso-mosca)

Donald Cerrone  Alex Morono
(Peso-meio-médio)

Neil Magny  Geoff Neal
(Peso-meio-médio)

Maurice Greene  Marcos Pezão
(Peso-pesado)

Diego Ferreira  Gregor Gillespie
(Peso-leve)

Amanda Ribas  Angela Hill
(Peso-palha)

Card preliminar (17h)
Phil Hawes  Kyle Daukaus
(Peso-médio)

Ludovit Klein  Mike Trizano
(Peso-pena)

Jun Yong Park  Tafon Nchukwi
(Peso-médio)

Christian Aguilera  Carlston Harris
(Peso-meio-médio)


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