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Jornalista Orlando Farias, de 55 anos, morre em Manaus de infecção generalizada

Orlando Farias trabalhou no Jornal A Crítica de 1º de outubro de 1997 a 1º de novembro de 2001. Orlando Farias era colecionador de prêmios Esso de Jornalismo 19/02/2013 às 18:32
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Orlando Farias, quando do lançamento do seu livro
Acritica.com Manaus (AM)

O Jornalista Orlando Farias, 55 anos, editor do Blog da Floresta, que editou a Coluna Sim & Não do Jornal A Crítica no período 1997/2001, faleceu na tarde desta terça-feira, de infecção generalizada, no Hospital e pronto Socorro 28 de agosto, em Manaus.

Orlando Farias escreveu em 2010 o livro “A Dança dos Botos”. Orlando ganhou o prêmio Esso de Jornalismo em duas oportunidades.  Orlando escrevia sempre em parceria com colegas jornalistas. Entre os parceiros de prêmios estão Wilza Freire, Siglia Regina e Rodrigo Araújo.

Em 2001, em parceria com o jornalista Rodrigo Araujo, Orlando foi vencedor do prêmio Esso de Jornalismo, com a matéria “Soldados teme guerra na fronteira”. “Orlando era, sem dúvida um colecionador de prêmios. Ele sempre escrevia em parceria. Foi assim comigo, com a Wilza Freire e a Síglia Regina. Era um ótimo jornalista”, afirmou Rodrigo Araujo.

Morte repercute entre políticos

Líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Marcos Rotta lamentou a morte do premiado jornalista Orlando Farias, vítima de uma infecção generalizada no início da tarde desta terça-feira (19), no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.

Orlando Farias, que era editor do Blog da Floresta, teve sua trajetória profissional reconhecida nacionalmente como correspondente do Jornal do Brasil (JB) e, principalmente, pela conquista de dois prêmios Esso-Norte e Imprensa Embratel.

O jornalista também foi repórter do jornal A Notícia, redator da coluna “Sim & Não”, do jornal A Crítica, e da Coluna “Encontro das Águas”, do jornal Correio Amazonense, e da coluna Contexto, do Amazonas EM TEMPO.

Para o peemedebista, com a morte de Orlando Farias o Amazonas perde um grande profissional e, além de tudo, um grande entusiasta de assuntos relacionados ao nosso Estado. “Por meio de suas matérias, ele colocou o nome do Amazonas na mídia nacional. Era um profissional competente e, tenho certeza, que deixou um grande legado à categoria jornalística do Estado”, ressaltou Rotta, ao destacar a raça e a perseverança do jornalista, que há quase cinco anos trocou o jornal impresso, onde galgou toda a sua trajetória profissional, para apostar no jornalismo on-line, ao fundar o “Blog da Floresta”.

Jornalista Leanderson Lima relembra trabalhos premiados de Orlando Farias

A primeira foi em 1999, quando, em parceria com a jornalista Síglia Regina, escreveu “Violência entre galeras faz legião de mutilados”. A segunda foi em 2001, quando escreveu, em parceria com Rodrigo Pacheco Araújo, “Medo – Soldados temem guerra na fronteira”. Ambos os prêmios foram conquistados quando ele ainda trabalhava no jornal A CRÍTCA.

Orlando era uma figura. Tive oportunidade de trabalhar com ele em duas ocasiões. Em A CRÍTICA, quando da minha primeira passagem pelo jornal, em 2003, e também no Correio Amazonense, em (2005 – 2006). Nos idos de 2003, não tinha contato com ele, ainda dava os meus primeiros passos na redação.

Até então só o conhecia pelo nome, pois colecionava algumas reportagens de autoria dele sobre achados arqueológicos no interior do Amazonas nos anos 90.

Mas tive oportunidade de conversar algumas vezes com ele quando passei pelo Correio Amazonense. De lá guardo na lembrança algumas histórias pitorescas, quando ele e assinava a coluna de opinião do jornal, bem como produzia reportagens especiais.

Vi de perto quando ele produziu o que, na minha modesta opinião, foi o seu último grande trabalho em jornal impresso, a reportagem "O Delírio da Morte", em parceria com o jornalista Castelo Branco. A reportagem investigava o alto índice de suicídio de indígenas em São Gabriel da Cachoeira. Com esse trabalho, a dupla conquistou o Prêmio Embratel de Jornalismo, em 2006.

Vá em paz, Orlando! Que Deus possa consolar sua família neste difícil momento.

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