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Josias diz que Cleudes jogou bebê no rio e que a ex-mulher prometeu que ele ia 'se lascar'

Pai de Pablo Pietro prestou depoimento ontem (21) na DEHS e vai ficar preso na delegacia até segunda-feira (24). Advogados vão ingressar com um pedido de relaxamento de prisão à Justiça para evitar que ele seja transferido para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa 25/08/2015 às 09:14
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Josias contou sua versão e culpando a mãe pelo crime
Joana Queiroz e oswaldo neto Manaus (AM)

Os advogados do canoeiro Josias de Oliveira Alves, pai do bebê Pablo Pietro, de quatro meses, jogado no rio Negro há uma semana, disseram, ontem (21), que vão entrar com pedido de relaxamento da prisão temporária dele alegando negativa de autoria baseado nas investigações feitas pela polícia.

Josias foi apresentado ontem à tarde na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde foi instaurado inquérito policial para investigar o caso. Antes de chegar à delegacia, o canoeiro acusou a ex-mulher de ter jogado o filho na água dizendo que, a partir daquele momento, ele ia “se lascar”.

Os advogados Wagner dos Santos e Sérgio Samarone disseram que depois da apresentação vão colher informações do inquérito policial, levantar testemunhas e provas para mostrar que a história da mãe do bebê, Cleudes Maria Batista de Moraes, a “Cléo”, 22, é fantasiosa.

De acordo com o advogado, existem imagens de câmeras particulares da área do porto do São Raimundo mostrando ela subindo a escadaria com a roupa seca, quando ela alega que foi jogada na água por Josias, e falando ao celular.

O canoeiro chegou à delegacia acompanhado pelos advogados e foi levado diretamente para a um dos cartórios da DEHS para ser tomado o seu depoimento.

O delegado Ivo Martins, que está presidindo as investigações, disse que falaria com a imprensa só depois de ter concluído o depoimento. Josias deverá permanecer em uma cela da DEHS até segunda-feira.

Se a defesa não conseguir o relaxamento da prisão ele deverá ir para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, Centro. Caso contrário, Josias será colocado em liberdade.

Mãe em desespero

“Ele não teria coragem de fazer isso”. O desabafo é de Osmarina Rocha de Oliveira, 46, mãe de Josias. Em entrevista ao A CRÍTICA, ela revelou novos detalhes da relação perturbada entre o filho e a ex-nora, Cleudes Batista. Assim como a irmã do suspeito, Josenilda Oliveira, a doméstica acredita que a mãe de Pablo é a verdadeira culpada do crime.  

Abalada, Osmarina não quis ir até a DEHS na tarde de ontem. Natural de Barcelos, a doméstica vive no município de São Gabriel da Cachoeira (a 850 quilômetros de Manaus) e veio até a capital para acompanhar o andamento do caso Pablo. “Fiquei sabendo de tudo pelos outros. No dia que cheguei eu quase pirei, a polícia não saía mais daqui. Hoje eu não faço nada a não ser ficar preocupada”, relatou. 

Osmarina disse também que possuía pouco contato, no entanto, ela defende o filho e diz que Cleudes é a verdadeira responsável por ter jogado Pablo no rio Negro. “Ela tinha muito ciúmes dele. Ela ligava pra mim reclamando que ele não se dava respeito, mas isso tudo é mentira”, disse a doméstica.

“Não é porque ele é meu filho que eu vou proteger ele. Se ele fosse uma pessoa errada jamais eu ia passar a mão na cabeça do Josias. Não sou esse tipo de mãe que ela diz e quero saber a verdade”,  declarou.

Ameaças

Após várias brigas do casal, Osmarina revelou ao A CRÍTICA que sofria ameaças de Cleudes por mensagens telefônicas. Ela conta que quando decidiu não se meter no relacionamento do filho, a nora passou a ameaçar ela e sua família. 

“Eu disse pra ela: ‘não dá certo então separa’. Aí ela passou a dizer que ninguém dava atenção pro bebê. Foi aí que ela passou a mandar essas mensagens (foto ao lado)”, disse ela. 

Em um determinado torpedo mostrado por Osmarina, Cleudes diz “se eu quiser acabo com a vida em segundos para ele parar de se achar (sic)”. As mensagens devem servir como provas da defesa de Josias no inquérito.

Versão de Cleudes 

Em depoimento, Cleudes Batista sustentou  a versão de que teria sido enforcada por Josias e fugido nadando 800 metros até a margem. Ao delegado, ela afirmou que Josias jogou a criança no rio.

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