Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Manaus

Josué Neto fala sobre o uso de redes sociais em entrevista

Presidente da Assembleia Legislativa, que sempre está com o celular na mão, revela detalhes do uso das redes sociais em seu trabalho na política e conta que criou grupo de deputados no whatsapp



1.jpg Josué Neto fala sobre o uso de redes sociais em entrevista
28/04/2013 às 16:36

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) entre 2013-2014 e o segundo deputado mais novo daquela Casa Legislativa, Josué Neto (PSD) divide com milhões de jovens do mundo inteiro a paixão pelo uso da internet e das redes sociais.

Aos 37 anos e no terceiro mandato eletivo consecutivo, Josué Neto conversou com A CRÍTICA sobre seus perfis nas redes sociais, nos aplicativos para smartphones e como usa esses serviços na vida política e para administrar a Assembleia: “Marco reuniões com os diretores administrativos e converso com os deputados em um grupo fechado, no WhatsApp normalmente”.

Tendo em mãos o modelo de celular lançado pela Apple, o iPhone 5, o parlamentar mostra o perfil de Baltazar, seu animal de estimação que possui conta no Instagram, e revela o humor da noiva sobre a relação dele com a internet: “Ela reclama quando eu não presto atenção no que ela fala porque estou fissurado em um aplicativo”, diz rindo.

A seguir, confira alguns trechos da entrevista:

O senhor se considera um “viciado” em internet e redes sociais?

Digo que eu uso muito. Tenho vários aplicativos no meu celular e estou com ele direto. Não corro o risco de ficar longe do meu celular.

Como se deu esse seu interesse pelas redes sociais e aplicativos?

Eu comecei na rádio com 19 anos e foi sempre fazendo esses programas que tem participação, de entretenimento. Mais ou menos nessa época havia um programa de bate papo que era muito usado entre os jovens de classe média, que era o mIRC. Em uma das minhas viagens a São Paulo e Rio de Janeiro vi que uma rádio que usava o mIRC como  canal de interatividade com os internautas. Então eu, que já usava o sistema como bate-papo, resolvi inovar: fomos a primeira rádio do Amazonas a usar um programa de bate-papo para interagir com o público por meio da internet.

Como era usado?

Nós tínhamos um canal no mIRC chamado “Difusora Manaus”. As pessoas entravam ali e usavam para pedir os “alôs” ou participar de promoções e eventos. Os jovens interagiam muito.

Isso teve algum reflexo na sua vida política?

Acho que a partir daquilo ali eu criei uma identidade. Existem pessoas que eu conheci naquela época e até hoje nos falamos pela internet.  Essa interação fez com que a minha relação com as pessoas seja muito mais misturado do que de alguns colegas.

Como assim?

 As pessoas me veem como radialista, como candidato e como político, tudo junto!

Mas o candidato já não é por si só um político?

Não. Ser candidato é muito diferente de ser político. Quando você está em um período de candidatura você se torna mais acessível e as pessoas te veem com mais carinho. Quando você está com mandato começam as cobranças. E hoje eu não sei se eu tenho um perfil de comunicador, de candidato ou de político, porque eu tenho tudo muito junto. Eu procurei como estratégia de marketing próprio não perder esse lado de proximidade que com as pessoas.

Quantos perfis o senhor tem na internet?

Tenho vários, mas uso mais o facebook, twitter e instagram.

Os seus perfis são voltados para a sua vida de político?

Os meus perfis não são 100% políticos. Se você analisar 20% a 30% das minhas postagens são coisas do meu trabalho, mas eu também coloco fotos com o meu animal de estimação, minha esposa, minha filha, alguns pensamentos, momento de lazer...

Qual status o senhor acha que tem nas redes sociais?

Posso dizer que estou entre os três mais populares. Eu não vou dizer que sou modesto porque eu tenho mais de 23 mil seguidores no facebook e os meus seguidores no Instagram são mais de 6 mil.

Como conseguiu tantos seguidores?

Eu uso algumas estratégias. O meu instagram, por exemplo, é fechado para o público. Mas faço isso para aceitar todos e para a pessoa se sentir valorizada. É como se fosse aberto, mas deixo fechado. No entanto, quando a pessoa solicita ser meu amigo eu já autorizo ela a entrar.

Há integração do senhor com os seus seguidores?

Sim. A maioria das vezes sou eu mesmo que respondo os comentários, principalmente os do instagram e no twitter. No facebook, por ser muito movimentado, metade sou eu que respondo e outra metade é minha equipe de comunicação, mas lá está escrito que foi feito pela minha equipe. Gostamos de ser muito limpos e transparentes e por isso deixo claro lá que a minha equipe também tem acesso e usa os perfis.

Quais aplicativos o senhor mais usa no seu celular?

Uso muito o whatsapp, porque é muito econômico e prático. Uso inclusive para trabalho. Acabo de fazer uma convocação de reunião com diretores de alguns departamentos da Assembleia por meio desse aplicativo, por exemplo.

O senhor usa pra se comunicar com os demais deputados?

Com os que usam o whatsapp sim. Eu tenho um grupo nesse aplicativo justamente para me comunicar com eles. É um “grupo dos deputados”. Neles estão inclusos todos os deputados que usam o aplicativo, o que dá uma média de 15 parlamentares. Aqui tem o [Wanderley] Dallas, o Chico [Preto], o Tony [Medeiros], o Marcelo Ramos, Fausto [Souza], Francisco Souza e a Vera [Lúcia Castelo Branco], por exemplo.

Como funciona esse “grupo dos deputados”?

Eu mando alguns comunicados como a minha intenção de alterar a ordem da sessão do próximo dia, e aí eles logo me comunicam se apoiam ou não. Os que não gostam muito das minhas propostas me procuram por meio de uma conversa privada, que é possível no aplicativo, e questionam minha ideia, com seus argumentos.

O que mais se fala neste grupo?

Nesse grupo temos um papo meio pessoal também. Damos parabéns em aniversários, confirmamos horários de reuniões, convidamos para encontros pessoais, lembramos as audiências que tem previsto e publicamos algumas curiosidades sobre a gente... Mas é uma brincadeira descontraída do grupo mesmo. É um grupo com vários assuntos, mas foi criado para trabalho.

E a Assembleia Legislativa, como é a presença dela nas redes sociais?

A ALE tem hoje perfis no facebook e twitter. O facebook tem várias ferramentas que as pessoas comuns não conhecem que são aqueles serviços pagos, as promoções que servem para aumentar o número de participação. Procuramos explorar muito isso.

O senhor vê retorno da população com esses serviços?

Como situação pessoal, do deputado Josué Neto, eu vejo muito retorno principalmente dos meus seguidores do facebook. O facebook é a mídia social que dá mais retorno pra gente. É possível saber quem viu quem curtiu e quem comentou.

E o senhor usa bastante essa ferramenta?

Eu vejo quase todos os dias a minha página no facebook. O problema é ficar no chat (troca de mensagens privada), porque quando a gente percebe, já foi o dia inteiro conversando online. Isso se for a gente realmente dar resposta a tudo...

O uso dessas redes sociais e aplicativos não atrapalha o sono do senhor?

Não. Mas quando eu tenho insônia eu aproveito para ver os comentários ou ler blogs no meu celular.

E isso não traz problemas para o senhor em casa?

Às vezes a minha noiva reclama. Ela diz que não presto atenção no que ela fala porque estou fissurado em um aplicativo (risos).

Com tanto uso, como senhor faz para não ficar sem o celular?

Eu uso uma bateria extra acoplada no meu iPhone e também ando com carregador no carro. Ficar sem esse celular só nas férias, mas mesmo assim levo outro que poucas pessoas têm o número e continuo acessando (risos).

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.