Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
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Jovem com doença degenerativa teve ajuda de colegas para concluir o Ensino Médio

Paulo Henrique Damasceno Lima, 18, aluno do Idaam, tem uma doença rara chamada Ataxia de Friedreich e, ao longo dos últimos 14 anos,contou com a ajuda de amigos e professores



WhatsApp_Image_2017-12-30_at_18.46.03.jpeg No dia 11 de dezembro, o amazonense Paulo Henrique comemorou a formatura no Ensino Médio junto com colegas. Foto: Divulgação
31/12/2017 às 06:55

Aos cinco anos de idade o amazonense Paulo Henrique Damasceno Lima, 18, foi diagnosticado com uma doença rara chamada Ataxia de Friedreich, que mudou a rotina do estudante. Sem cogitar interromper os estudos, ao longo dos últimos 14 anos o jovem contou com a ajuda de amigos e professores do Idaam. Mas no último ano essas pessoas se tornaram verdadeiros anjos. 

O Jovem considera os amigos e professores como verdadeiros anjos da guarda  que o motivam, incentivam e fazem questão de acompanhá-lo tanto em atividades recreativas quanto na vida acadêmica.

“Esse ano ficou mais complicado porque a doença se agravou, mas eu pude contar com a ajuda dos meus amigos, que são leais. Eles me ajudaram durante todos esses anos, mas esse ano foi diferente e mais intenso”, contou.


Nos últimos meses, o jovem intensificou a fisioterapia e teve apoio de amigos. Foto: Divulgação

Segundo Paulo, nos últimos meses os amigos copiavam o conteúdo que os professores escreviam na lousa e emprestavam seus cadernos para o jovem transcrever e estudar. Os professores também o ajudaram em todo o último ano. “Todos sempre foram muito atenciosos comigo, mesmo eu sendo na minha, mais reservado, eles sempre fizeram questão de serem presentes e de me ajudarem”, disse. 

Os pais do jovem são agradecidos aos amigos e também surpresos com a atitude dos jovens. Para Lilian Lima, mãe de Paulo, os jovens são um presente na vida do filho dela. “São amigos de muitos anos, sempre estão juntos, levam ele para o cinema, organizam eventos em casa. Na escola, eles o ajudam a se locomover, pegavam o lanche, o almoço, ajudam em todas as situações mesmo”, relatou, agradecida. 

Evandro Lima, 53, pai do jovem, disse que se sente muito orgulhoso e agradecido pelo fato de Paulo ser tão amado pelos colegas e professores. “Me sinto muito orgulhoso em saber que ele é tão amado pela pessoa que é. Os amigos dele são verdadeiros anjos que fazem a nossa vida melhor”, disse.


Eles fazem questão de serem presentes na vida de Paulo Henrique e da família. Foto: Divulgação

Após meses intensos e cansativos entre aulas e fisioterapia, no dia 11 deste mês o jovem participou da formatura da turma. “Foi muito importante esse momento, estive com amigos, família comemorando essa conquista”, contou. Agora Paulo se prepara para um novo desafio, desta vez na faculdade.

Relação de confiança fortalecida pela amizade

Gabriel Schettini Ruas, 18, é um dos amigos mais antigos e faz questão de ajudar Paulo Henrique. “Nos conhecemos há 15 anos, ele é o meu melhor amigo. Então, nada mais justo que o ajudar e apoiar nas horas que ele precisa”, afirma.

Nesses 15 anos, os jovens aprenderam a driblar a doença para continuarem aproveitando a vida juntos. “Quando a gente ainda era criança, a gente corria, brincava, mas com a doença dificultou um pouco. Então começamos a jogar mais juntos e assim a gente achou um jeito para contornar essa situação”, conta.

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