Sábado, 04 de Julho de 2020
VIOLÊNCIA POLICIAL

Jovem denuncia ação policial que resultou na morte de animal de estimação

Alex Sanderson, de 24 anos, teve a casa invadida por policiais militares que atiraram contra o cachorro Charles, que não resistiu



WhatsApp_Image_2020-05-25_at_20.01.54_53BAF848-25A2-4F3E-BC0A-2FA96ED624C8.jpeg Foto: Divulgação
25/05/2020 às 20:03

Foi com barulho de tiros que Alex Sanderson, de 24 anos, foi acordado por volta das 1h30 da madrugada desta segunda-feira (25). O jovem levou um susto ao se deparar com dois policiais militares no quintal de sua casa, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.

Segundo ele, os oficiais não apresentaram motivos claros para a invasão à residência da família. “Eles falaram apenas que estavam procurando drogas, mas eram evasivos e não deixavam a gente questionar”, relata.



Foi aí que Sanderson percebeu que os tiros que o acordaram foram disparados em direção ao seu cachorro, Charles. O animal estava ensanguentado e foi prontamente levado à assistência veterinária, mas não resistiu.

Segundo o laudo do médico veterinário que o atendeu, Charles levou dois tiros - um na região do pescoço, que atingiu a veia jugular e o fez perder muito sangue; e outro na lateral, que atingiu as costelas e dilacerou o pulmão do animal.

Ainda sem entender o que aconteceu, Alex diz que se sente impotente. “É triste ver tudo aquilo e não poder falar, não poder fazer nada. Eu me senti como se não tivesse braços, nem perna, nem boca, nada”, relata, emocionado.

No calor do momento, Alex chegou a gravar um vídeo mostrando a ação dos policiais, mas foi repreendido. Segundo o jovem, os oficiais diziam que atiraram no cachorro porque tinham que atirar.

Após o óbito do animal, Alex chegou a fazer um boletim de ocorrência denunciando o ocorrido. Ele procura respostas que o ajudem a entender a madrugada de hoje, mas a dor da perda não tem prazo de validade.

Em resposta a solicitação de nota da reportage, a Polícia Militar informa que está apurando as circunstâncias do fato.

"Ressaltamos que a Corporação não compactua com abusos e excessos que contrariem a lei e a ordem, prezando sempre pelo dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos visando o bem comum. Todos os elementos apresentados durante o processo investigatório serão apurados na forma transparente que o caso requer", disse a corporação. 


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