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Manaus
Acidentes

Jovens são alvos de campanha da Semana Nacional do Trânsito em Manaus

De acordo com o diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, motoristas entre 18 e 20 sãos os maiores envolvidos em acidentes de trânsito no Amazonas 15/09/2016 às 05:00
Show show fit seixas
Jovem dirigia o veículo Honda Fit que atingiu o engenheiro Heitor Aparecido da Silva, 56, que foi a óbito na última semana (Foto: Evandro Seixas)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Em janeiro do ano passado, Thiago Fischer, na época com 22 anos, dirigia um veículo na BR 174, quando perdeu o controle e caiu numa ribanceira, matando duas jovens. Ele confessou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) ter ingerido bebidas alcoólicas antes do acidente. Um ano depois, outra fatalidade causada por um jovem chocou a população de Manaus. Após uma briga de trânsito, Bryen Santana Siqueira, 23, manobrou o carro para cima do motociclista Rodrigo Elias Costa, 30, que morreu na hora, no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul. 

Mais recentemente, Thiago Dinelly Lima, 23, que não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH)  foi o  responsável pelo acidente que  causou a morte do engenheiro Heitor Aparecido da Silva, 56, atingido pelo veículo conduzido em alta velocidade por Thiago, e arremessado  do viaduto Gilberto Mestrinho, bairro Coroado, Zona Leste. Heitor estava ajudando um casal cujo carro estava em pane. Thiago fugiu. 

Esses são apenas alguns dos vários casos de acidentes de trânsito envolvendo jovens. De acordo com o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Leonel Feitoza, motoristas desta faixa etária sãos os maiores envolvidos em acidentes de trânsito no Amazonas. Por isso, a programação da Semana Nacional do Trânsito, que se inicia no próximo domingo com o tema “Eu sou + 1 por um Trânsito + Seguro”, será voltada ao público jovem. 

“Queremos exterminar essa marca em nossa cidade e em nosso País, pois estamos perdendo a nossa juventude para a brutalidade do trânsito. Vamos focar em ações  para o público jovem, principalmente os de 18 aos 30 anos, para que possamos conscientizá-los para o trânsito seguro”, adiantou.  

Embora diversas campanhas de conscientização sejam realizadas durante o ano, como exemplo o projeto Maio Amarelo, que tem como objetivo reduzir o índice de acidente de acidentes entre 2011 até 2020 em pelo menos em 50%, as estatísticas não são otimistas. Segundo o coordenador regional da campanha Haniery Mendonça,  em todo o Brasil houve uma redução de apenas 7,9% no número de mortes no trânsito em cinco anos. 


“É um número baixo. Estávamos trabalhando e esperando uma redução maior. Mas o maior desafio é que não temos  uma estatística perfeita e não conseguimos identificar realmente o número de vítimas de acidentes de trânsito. Trabalhamos muito em cima dos números do seguro DPVA (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre ), mas não tem uma estatística oficial em lugar nenhum”, frisou. 

Ainda de acordo com Mendonça, há uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o paciente vítima de acidente de trânsito fique em observação pelo menos durante 30 dias. “Se acontecer um acidente agora, por exemplo, o Samu resgata, leva a vítima ao hospital, e se ele fizer uma cirurgia e falecer por conta disso, a causa do óbito será outra, e não acidente de trânsito. Por isso fica difícil fazer o levantamento”. 

Para Leonel Feitoza, os números são inexpressivos não por falta de educação no trânsito, mas por falta de uma reforma nas leis de trânsito. “As leis de trânsito não evoluem como tinha que ser. Temos vários exemplos em Manaus que não poderiam ser considerados acidentes, e sim assassinatos, como o caso recente do jovem sem habilitação que matou o senhor no viaduto do Coroado. A Justiça trata esses crimes como culposos quando na verdade deveriam ser dolosos”, ressaltou.

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