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Juiz concede prisão domiciliar para médico acusado de integrar quadrilha, em Manaus

Após apresentar atestado médico, Denis Almeida dos Santos conseguiu habeas corpus e foi liberado, mas tem que usar tornozeleira eletrônica. Ele e mais dois são acusados de cobrar dinheiro para fazer partos em maternidades 04/03/2015 às 10:08
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Denis Almeida é acusado de cobrar por procedimentos já pagos pelo SUS
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O juiz da 9ª Vara Criminal, Henrique Veiga, concedeu o direito de ficar em prisão domiciliar, usando uma tornozeleira eletrônica, ao médico Denis Almeida dos Santos, preso no último dia 26, acusado de integrar uma quadrilha ao lado dos também médicos Odilon Oliveira e Armando Andrade.

Ex-vereador em Manaus, Denis apresentou um atestado médico apontando uma série de problemas cardíacos, entre os quais hipertensão. Na avaliação do magistrado o quadro dele inspira cuidados. O médico ginecologista estava preso na carceragem da Delegacia Geral de Polícia Civil, no bairro Dom Pedro, em Manaus, ao lado dos outros colegas.

No despacho que autorizou a prisão domiciliar, Henrique Veiga lembra que contra Denis existe apenas uma ligação para os demais médicos presos e, por isso, os indícios do envolvimento dele com cobrança de dinheiro para fazer partos cesarianos - já pagos pelo Sistema Único de Saúde – ou de abuso sexual contra pacientes são pequenos.

O inquérito policial que levou os três médicos a cadeia anota quatro vítimas que registraram ocorrências denunciando os médicos pela cobrança de cesarianas, laqueadura e até curetagem, serviços que são oferecidos gratuitamente pela rede pública de saúde.

Segundo a polícia, o grupo cobrava entre R$ 1 mil e R$ 2,8 mil para fazerem cirurgias nas maternidades públicas Dona Lindu, Moura Tapajós, Nazira Daou e Ana Braga. Todos três foram presos em cumprimento de mandado de prisão e acusados de formação de quadrilha e corrupção passiva e majorada no funcionalismo público.

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