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Juiz mantém Marcelaine Schumann em liberdade

Mauro Antony manteve a decisão que colocou a socialite fora da prisão e encaminhou o caso para que o TJ-AM se posicione 21/03/2015 às 10:19
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Juiz Mauro Antony encaminhou o caso ao TJ para que o mesmo decida se procede ou não o recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público
Joana Queiroz Manaus (AM)

O juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, disse que vai manter a sua decisão que colocou em liberdade a empresária Marcelaine Schumann, e vai encaminhar o caso para que o Tribunal de Justiça (TJ) decida se procede ou não o recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público contra a sua decisão. “Eu vou encaminhar o processo ao Tribunal e se o recurso for considerado procedente Marcelaine voltará a ser presa”, disse Antony.

Pelo recurso em sentido estrito apresentado pelo Ministério Público na quinta-feira, Mauro Antony poderia voltar atrás da sua decisão e mandar prender Marcelaine novamente. Como Antony manteve a decisão, a empresária vai continuar em liberdade aguardando a decisão da Justiça, porém tendo os seus passos monitorados por meio de uma tornozeleira eletrônica.

Nesta sexta-feira (20), o promotor Rogério Marques justificou a motivação de ter entrado com recurso em sentido estrito pela revogação da decisão de Antony, dizendo que a liberdade de Marcelaine coloca em risco a vida da vítima da bacharela em Direito Denise Almeida da Silva.

Segundo ele, em liberdade a empresária poderá contratar outras pessoas para realizar o seu plano de matar Denise.

O crime praticado por Marcelaine foi passional. Ela planejou, pagou para que o crime fosse realizado e por mais de uma vez tentou contra a vida da bacharela em Direito Denise Almeida da Silva”, disse o promotor de justiça Rogério Marques.

Ele lembrou um outro caso com motivação semelhante, em que o autor só parou depois que matou o seu rival.

De acordo com o promotor, Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha”, autor do disparo que acertou a nuca da vítima, disse no inquérito que tentou por mais de uma vez matar Denise. Primeiro tentou matá-la com uma faca e depois com um revólver calibre 38, foi quando conseguiu feri-la na saída de uma academia no centro, no dia 12 de novembro do ano passado.

Marcelaine foi colocada em liberdade na quarta-feira depois de ter passado 68 dias presa no Centro de Detenção Provisória Feminina (CDP).

Prisão revogada

Marcelaine teve a prisão preventiva revogada depois que a sua defesa alegou que ela não tinha mais motivos para estar segregada, pois os autos já estão praticamente concluídos e ela já não oferece nenhum risco para a instrução processual.

3ª Vara realizou ontem a última acareação

Nesta sexta-feira (20), Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, realizou a última acareação do caso da tentativa de homicídio contra Denise Almeida, entre Rafael Leal, o “Salsicha”, os delegados Paulo Martins e Geórgia Cavalcanti e o policial Geraldo Filho.

De acordo com o magistrado, o réu manteve o que já havia falado antes, que teria confessado o crime mediante tortura. Entretanto, os policiais negaram a acusação.

Salsicha não aceitou a proposta de delação premiada oferecida pelo Ministério Público. Para o promotor, ele (Salsicha) foi a peça chave para a polícia chegar aos demais envolvidos.

Proteção

De acordo os estudos feitos sobre o processo, há suspeita de que o réu esteja tentando proteger os demais envolvidos e poderá ser prejudicado por isso, segundo informou o promotor de justiça Rogério Marques.

Envolvidos

Além de Marcelaine, participaram do crime de Denise, Rafael Leal, o “Salsicha”, que é o autor do disparo que acertou a vítima; Charles Mac Donald Castelo Branco, 27, que teria negociado o crime com a mandante, e Karen Arevalo Marques, 22, que fez intermediação.

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