Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
JUSTIÇA

Juiz vai analisar pedido de liberdade do delegado Gustavo Sotero na próxima semana

O Ministério Público é contra o pedido da defesa. Sotero está preso desde novembro do ano passado, acusado de atirar e matar o advogado Wilson de Lima Justo Filho



sotero.JPG Foto: Junio Matos
27/07/2018 às 17:39

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Celso de Paula, disse que apenas na próxima semana vai decidir se defere ou não o pedido de revogação da prisão do delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, que está preso desde novembro do ano passado, acusado de atirar e matar o advogado Wilson de Lima Justo Filho, e lesionar a esposa dele, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza. O crime aconteceu nas dependências de uma casa de show, na Zona Oeste de Manaus. 

O magistrado afirmou que concedeu cinco dias para que a defesa fizesse requerimentos e pedidos que achar necessários. De Paula disse ainda que está analisando também o parecer do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) com relação ao pedido de revogação da prisão de Sotero.

O juiz informou que o promotor do caso foi contrário ao pedido de liberdade do delegado, formulado pela defesa do delegado, mas que ele ainda está lendo e analisando o parecer.

O promotor de Justiça Armando Gurguel disse que o MP-AM foi contrário ao pedido de liberdade porque entende que a marcha do processo, ou seja, o tempo que ele está levando não tem ofendido a duração razoável do processo e, portanto, não é algo novo o passar do tempo em si.

Ainda conforme o promotor, o pedido foi não só de liberdade, mas também pela substituição de medidas cautelares da prisão, especificadas pela defesa como o afastamento do cargo, o monitoramento eletrônico, a proibição do porte da arma e a proibição da freqüência em determinados lugares.

A análise do Ministério Público é com base no atual estágio do processo e o órgão observou que na auto-defesa e na defesa técnica do réu a insistência na situação de legítima defesa, especialmente pautada num suposto estado de alerta do delegado que em razão da sua profissão estaria exposto na alça da criminalidade.

Processo está na fase de instrução do caso

A defesa de Gustavo Sotero entrou com pedido de revogação da prisão durante a audiência de instrução processual, na semana passada. Para o advogado Claudio Dalledone, não há mais motivos para manter Sotero preso. Segundo o juiz Celso de Paula, com a conclusão das oitivas, a próxima fase é a apresentação das alegações finais das partes. "Depois disso, será feita a análise do conteúdo e, em seguida, será definido se o réu irá a júri popular”, explicou.

Promotor é contra a soltura

No entendimento do Ministério Público do Amazonas (MPAM), a reação do delegado (ao atirar na direção do advogado) foi desproporcional e colocou em perigo comum diversas pessoas.  Para o promotor Armando Gurgel, os resultados poderiam ser piores e mesmo assim, foram graves, não só com o estado de morte, mas também com o atingimento da esposa da vítima e de outras pessoas. “Se ele requer a situação de liberdade e afirma viver nesse constante estado de alerta e de insegurança pessoal, em razão da profissão que exerce, isso legitimaria a reação semelhante a dos autos e não haveria predisposição dele a cumprir essas cautelares, especialmente em não portar arma de fogo”, disse o promotor.

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