Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
JUSTIÇA VAI DECIDIR

Juíza analisa sete pedidos dos suspeitos no 'Caso Flávio'

Relaxamento de prisão e a transferência de delegacia para um presídio estão entre os pleitos dos investigados pela morte do engenheiro Flávio Rodrigues



heheheeh_4796BF43-0BEB-4429-BC15-DCC0462DD3AE.JPG Foto: Winnetou Almeida
16/10/2019 às 07:49

Sete pedidos em favor dos seis presos suspeitos de envolvimento no assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues estão sendo analisados pelo Ministério Público. Os pedidos foram feitos pelas defesas de José Edvandro Martins de Souza Júnior, Alejandro Molina Valeiko, Elielton Magno de Menezes Gomes, Vitório Del Gato, cozinheiro do anfitrião, além do sargento Elizeu da Paz e Mayc Vinicius Teixeira Parede serão apreciados pela juíza Ana Paula Braga, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), os sete pedidos são de habeas corpus, relaxamento de prisão, transferência de preso da delegacia para uma unidade prisional e pedido para que esse preso permaneça onde ele está. Ontem à tarde, a magistrada abriu vistas dos pedidos para a promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito.



Assim que Clarissa analisar e der o seu parecer, os pedidos serão devolvidos para a juíza, que é quem vai decidir se os defere ou não. Um dos pedidos é da revogação de prisão do cozinheiro Vitório Del Gato, que ontem recebeu a visita do médico urologista Cristiano Paiva, que o examinou e, na saída da delegacia, disse que o suspeito há um ano foi diagnosticado com câncer de próstata e foi submetido a uma cirurgia.

De acordo com o médico, o câncer de Vitório é agressivo e as condições em que se encontra preso são precárias. O suspeito ainda está em tratamento, o qual segundo o médico deve durar dez anos. Depois que foi preso, Vitório passou a sentir dores. Além da revogação da prisão temporária de 30 dias, a defesa dele está pedindo que lhe seja concedida pelo menos a prisão domiciliar para que receba tratamento médico.

Ida para presídio

O advogado de Mayc, Josemar Berçout, está requerendo que ele seja transferido da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para uma unidade prisional.  De acordo com a defesa, Mayc está preso com dois suspeitos de homicídio integrantes de uma facção criminosa. “Não sei quem saiu espalhando que Mayc era policial militar e desde então passou a ser constrangido pelos companheiros de cela”, disse Berçot.

O delegado titular da DEHS, Paulo Martins, que está presidindo as investigações do caso Flávio negou o que disse Berçout a respeito de Mayc. Conforme o delegado, o suspeito está na cela com dois presos provisórios e que ele não sofre ameaças. O delegado entrou com pedido solicitando que Mayc permaneça onde está.

Berçout diz que não vê mais nenhum motivo para que a prisão de Mayc seja mantida, já que o delegado não acredita na sua confissão e que ele já foi ouvido duas vezes e não tem mais o que falar sobre o caso.

Versões contraditórias contadas à polícia

Mayc foi quem assumiu ter saído com o engenheiro Flávio Rodrigues do condomínio Passaredo dentro do Corolla prata da Casa Militar da prefeitura para, em seguida, matá-lo e depois desovar o corpo em um terreno baldio no Tarumã. A confissão do lutador de MMA não convenceu os investigadores. 

“Mayc disse que encontrou a vítima só de cueca na casa de Alejandro Valeiko e o sargento Paz já disse que ele estava vestido. São coisas assim que deixam muitas dúvidas e precisam ser esclarecidas”, disse o delegado. Em depoimento prestado na última sexta-feira, o policial militar Elizeu da Paz de Souza já apontava o seu amigo Mayc Parede como o responsável pela morte do engenheiro.  

Por sua vez, Alejandro Molina Valeiko, enteado do prefeito Artur Neto, levantou suspeitas de que Paz seria o responsável pela morte de Flávio. Alejandro Valeiko disse ter visto o policial militar  arrastando Flávio pelos braços tendo uma arma de fogo na cintura e disse acreditar que o sargento é capaz de matar uma pessoa.

Já Paz disse que, no dia do crime, Mayc colocou Flávio no banco de traz do carro e que os dois saíram do condomínio com ele. Na Avenida do Turismo,  Mayc e Flávio saíram do carro andando indo um pouco mais distante e que, minutos depois, o colega retornou para o veículo já sem o engenheiro, que mais tarde foi encontrado morto nas proximidades.
 

 

Repórter de A Crítica

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