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Juíza põe em liberdade homem flagrado com cinco quilos de cocaína, dois dias após sua prisão

A magistrada disse em seu despacho disse que não havia provas de que a droga apreendida pertencia a Diego e que a casa onde a droga foi encontrada não pertence a ele 04/12/2014 às 17:36
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Diego foi pego portando cinco quilos de cloridrato de cocaína, que seriam diluídos para comercialização
Joana Queiroz Manaus (AM)

Diego Soares da Silva, 26, que foi preso na manhã de segunda-feira (1), segundo a polícia, portando cinco quilos de cloridrato de cocaína. Mas ele ficou apenas dois dias preso na cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, sendo colocado em liberdade pela juíza plantonista Luisa Cristina Costa Menezes. Policiais civis que fizeram a prisão de Diego disseram que ficaram desestimulados com a decisão da magistrada.

A juíza em seu despacho disse que não havia provas de que a droga apreendida pertencia a Diego e que a casa onde a droga foi encontrada não pertence a ele também e, por falta de provas, ela decidiu relaxar a sua prisão. Já o promotor plantonista Adriano Alecrim Marinho deu parecer pela conversão da prisão em flagrante para preventiva. Para ele, havia indícios suficientes para manter Diego preso.

O caso

O auto de prisão em flagrante conta que os policiais da Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecente (Depre) tinham informações de que em uma casa na rua 7 do conjunto Vila Real, na Cidade Nova, Zona Norte estava acontecendo tráfico de droga. Na manhã de segunda-feira eles montaram campana no local onde chegou um carro com três pessoas dentro. Ao verem a polícia os ocupantes fugiram, mas só Diego foi alcançado.

No interior do carro os policiais encontraram a chave da casa. Os policiais entraram no imóvel e encontraram uma espécie de laboratório de refino, além de cinco quilos de cloridrato de cocaína. A droga e o suspeito foram levados para a delegacia. Ao ser interrogado Diego negou as acusações, disse que a droga não era sua e que ele estava no carro com Elton Macedo dos Santos, o “Estatuto”, e outro identificado como “Pretinho do Nin”.

Diego revelou à polícia que a casa onde a droga foi encontrada pertence ao traficante Manoel Paz Colares, o “Paulinho”. No interior da casa, os policiais encontraram uma espécie de laboratório de refino e material para embalagem de cocaína, além dos cinco quilos da droga. Todo material foi levado para a delegacia onde depois de submetido à perícia foi contatado que a droga possuía grau de pureza elevada.

A polícia descobriu ainda que a droga seria misturada a outros elementos, como barrilha e cimento branco para aumentar de volume. O traficante pretendia transformar os cinco quilos em pelo menos 15 e faturar mais de R$ 200 mil com a venda no varejo.

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