Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020
homicídio

Julgamento de empresário que matou esposa a facadas inicia em Manaus

Ivan Rodrigues das Chagas, 56 anos, chegou a afirmar para a polícia que a vítima havia cometido suicídio, mas após laudo da perícia confirmou autoria do crime



f_rum_F8C13234-C1C1-4B9A-B877-1F9C3AEF6D1A.JPG Foto: Robson Adriano
28/01/2020 às 13:23

Nesta terça-feira (28) o Tribunal do Júri decidirá a sentença de Ivan Rodrigues das Chagas, 57 anos, réu confesso pelo homicídio da esposa, Jerusa Helena Torres Nakamine, 51 anos, ocorrido no dia 12 de abril de 2018, no conjunto Campos Elíseos, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Na primeira versão, Ivan afirmou à polícia que a vítima havia cometido suicídio ao misturar álcool e remédio, no entanto, após o laudo pericial, ele admitiu ter assassinado a mulher com 18 golpes de faca. Além de casados, o réu e a vítima eram sócios na empresa de segurança privada JH Torres Nakamine.



Familiares querem pena máxima

O irmão da vítima, Péricles Torres Nakamine, 51 anos, declarou que o desejo é que o réu seja condenado com pena máxima. "Ele está sentado e não mostra nenhum pingo de arrependimento. Ele é frio. A única coisa que queremos é que a Justiça seja feita nada mais", declarou Péricles emocionado.

Primeiro depoimento

O julgamento, iniciado por volta das 10h50 no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, Zona Centro-Sul da capital, é presidido pela juíza de Direito, Eline Paixão. O conselho de sentença é formado por três mulheres e quatro homens. Com roupa preta, aparência franzina, sem algemas e de cabeça baixa a todo momento, Ivan acompanhou o depoimento de Camila da Silva Nakamine, 31 anos, sobrinha de Jerusa, ouvida na condição de informante.

Camila deu detalhes da sobre a convivência com Jerusa. "No ano de 2016, a minha tia descobriu que o réu matinha uma amante há 10 anos. Ela me confidenciou que em uma briga ele [Ivan)] chegou a quebrar uma cadeira de plástico no braço dela. Minha tia disse que depois que ela descobriu essa traição começou o inferno na vida dela", declarou Camila.

"Como a sua tia descobriu essa traição?", questionou o promotor de Justiça, José Augusto Taveira, responsável pela acusação e representante do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM). "A amante ligou para o celular de Ivan e como ele não a atendeu, resolveu ligar para minha tia para falar com o réu. Depois disso essa amante contou tudo para minha tia sobre o caso deles", respondeu Camila.

A amante foi identificada como "Silvana". Após a descoberta do caso extraconjugal, Jerusa pediu o divórcio com separação total de bens. Ivan não aceitou a condição e, segundo as investigações, tenha motivado o crime. Na denúncia oferecida pelo MPE-AM, a vítima foi primeiramente medicada e depois assassinada.

Dinâmica do julgamento

No total serão ouvidas dez testemunhas - cinco de defesa e cinco de acusação. Além do promotor de Justiça José Augusto Taveira, o promotor Anielo Aufiero atua no julgamento como assistente de acusação. Pela defesa de Ivan, está responsável o advogado criminalista Maurílio Filho. A juíza Eliane Paixão não autorizou o registro fotográfico e em vídeo do julgamento.


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