Sábado, 20 de Abril de 2019
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SEM DATA

Juiz adia julgamento de idoso acusado de mandar matar veterinário por causa de cão

O argumento é de que o ex-policial civil Dorval Vieira Rodrigues, o “Vavá”, tem idade avançada e está em tratamento em decorrência de problemas no coração; julgamento dos demais réus acontece normalmente


01/09/2017 às 18:21

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Rafael Raposo, acatou o pedido do Ministério Público para adiar o julgamento do ex-policial civil Dorval Vieira Rodrigues, o “Vavá”, que deveria acontecer nesta sexta-feira (1°). O argumento é de que o réu tem idade avançada e está em tratamento em decorrência de problemas no coração.  A data do novo julgamento ainda não foi marcada. Vavá é um dos réus no caso do veterinário Fernando Augusto de Souza Moura, que foi morto em 2014, aos 62 anos.

O promotor de Justiça Armando Gurgel solicitou que o réu seja submetido a exame pela junta médica do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para verificar se ele tinha ou não condições de comparecer ao julgamento, já que o laudo médico não acusa em que estado o réu se encontra.

“Vavá deveria sentar no banco dos réus para ser julgado por ter assassinado o médico veterinário Fernando de Souza Moura no dia 23 de agosto de 2014, juntamente com José Bernardo de Oliveira, o ‘Zé Canoeiro’, e Zacarias Araújo Duarte, o ‘Timbau’, estes são réus presos que no decorrer das investigações confessaram ter participado do crime”, declarou o promotor.

Durante o julgamento de hoje, a defesa de Timbau e de Zé Canoeiro chegou a solicitar ao juiz a anulação do processo, alegando que a confissão dos réus aconteceu mediante tortura. O juiz rejeitou o pedido dizendo que nos autos não havia nada que comprovasse que os mesmos tenham sido torturados.

De acordo com os autos, o crime foi motivado por vingança. A esposa do ex-policial entregou de livre e espontânea vontade o cachorro ao veterinário, mas, quando Vavá soube do ocorrido, foi até Fernando e pediu o animal de volta, no entanto o cão já tinha sido doado para uma pessoa que mora no interior do Estado. 

Inconformado, o acusado procurou Timbau e lhe ofereceu R$ 10 mil para matar a vítima e este aceitou fazer o serviço.  Timbau contratou Zé Canoeiro para atrair a vítima ao local do crime. Zé Canoeiro foi ao consultório de Fernando dizendo que tinha um cachorro que estava doente, mas que não podia levá-lo ao consultório devido ao animal ser muito grande.

A vítima aceitou ir ao local onde o animal estava. O médico foi com Timbau até a praia do Amarelinho no Educandos, onde pegaram a voadeira pertencente a Jardel, já que Timbau disse que o cachorro estava em uma embarcação do outro lado do rio.

Chegando do outro lado, Zé Canoeiro perguntou à vítima por que tinha matado o cachorro de Vavá. Percebendo a intenção dos dois criminosos, se jogou no rio, mas foi agarrado e Zé Canoeiro desferiu-lhe várias terçadadas na vítima que morreu na hora indo parar no fundo do rio Negro.

Para o Ministério Público, Vavá quis a morte da vítima por motivo fútil, isto é, por não ter conseguido ter o seu animal de volta.  Timbau, Jardel e Zé Canoeiro aceitaram cometer o assassinato em troca de pagamento.

Antes de ter iniciado o julgamento, advogados e defensores públicos que faziam a defesa dos réus disseram que defenderiam a tese de negativa de autoria, pois a confissão dos seus clientes aconteceu mediante tortura.  

No plenário, familiares da vítima, vestidos com camisetas com a imagem dele, de mãos dadas torciam pela condenação dos réus. “Eles (os réus) acabaram com a nossa família”, disse a filha da vítima, a engenheira química Roberta Moura, 31.

O corpo do médico veterinário Fernando foi encontrado dias depois em avançado estado de decomposição por um mergulhador do Corpo de Bombeiros, depois que Zeca Canoeiro indicou o local para a equipe de busca, de acordo com informações do próprio Corpo de Bombeiros. 

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