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Manaus
CASO OSCAR CARDOSO

Julgamento de 'João Branco' e outros três réus é confirmado para o dia 13 de abril

Acusados serão julgados pela morte do delegado Oscar Cardoso, ocorrida em 9 de março de 2014. Advogado de Fernandinho Beira-Mar e de assassino do jornalista Tim Lopes defenderá os 4 réus 02/04/2018 às 17:10
Show joao branco
Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

Está confirmado para o próximo dia 13 de abril o julgamento do processo da morte do delegado Oscar Cardoso Filho, que tem entre os réus o narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que está preso no presídio de Catanduvas (SC) e será ouvido por videoconferência.

ACRÍTICA apurou que o advogado carioca José Maurício Neville de Castro Júnior, que já atuou na defesa de “João Branco”, agora será o responsável pela defesa de todos os quatro réus.

O julgamento, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, será realizado no plenário do Fórum Ministro Henoch Reis, localizado na avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, bairro de São Francisco, Zona Sul de Manaus, a partir das 8h30. A segurança será reforçada no local durante a sessão.

Além de “João Branco”, serão julgados Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré e Diego Bruno de Souza Moldes, que serão ouvidos em Manaus. Todos eles são acusados de executar Oscar Cardoso dia 9 de março de 2014 com mais de 20 tiros. Na ocasião, o delegado estava em frente a casa dele, no bairro São Francisco, com o neto no colo. Conforme as investigações, a criança foi arrancada do colo dele antes da execução.

Denúncia

Conforme a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), “João Branco” entendia que um grupo de policiais presos na operação “Tribunal de Rua”, comandada por Cardoso, teria sequestrado, extorquido e estuprado a mulher dele, Sheila Faustino Peres, em 2013. 

O julgamento do caso já foi adiado cinco vezes. Na última vez, na sessão de 25 de agosto do ano passado, os advogados de “João Branco”, “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré, abandonaram o júri após alegarem que o trabalho da defesa ficou prejudicado por conta de pedidos indeferidos e também pela ausência de uma testemunha considerada primordial.

Na ocasião, a defesa de outro réu, Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, preferiu permanecer no julgamento e esperar a decisão do júri. Ele foi condenado a cinco anos, seis meses e 15 dias de prisão por associação criminosa e ocultação de bem ilícito. Como já tinha cumprido três anos da pena, cumpriria o restante em regime aberto.

Advogado experiente

José Maurício Neville de Castro Júnior é especialista em defender criminosos de alta periculosidade. No currículo de Maurício Neville estão as defesas de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e Luiz Fernando da Costa, Fernandinho Beira-Mar, líder da facção criminosa Comando Vermelho.

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