Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Foto: Winnetou Almeida
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‘CASO OSCAR’

Julgamento do ‘Caso Oscar Cardoso’ começa com atraso após defesa tentar adiar júri

O juiz Anésio Rocha Pinheiro negou pedido. O julgamento começou por volta das 10h20, com uma hora de 40 minutos de atraso


25/08/2017 às 11:27

O julgamento dos cinco réus do “Caso Oscar Cardoso” começou às 10h20 desta sexta-feira (25) em Manaus, no Fórum Ministro Henoch Reis, com uma hora e 40 minutos de atraso sobre o horário inicialmente previsto. A defesa de um dos réus, do “Marcos Pará”, tentou adiar o júri, o que foi negado. Cinco réus, incluindo o narcotraficante “João Branco”, são acusados de participar do assassinato do delegado Oscar Cardoso, morto com 18 tiros em março de 2014 em Manaus.

Segundo o advogado Eguinaldo Moura, que defende Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, o julgamento deveria ser adiado porque uma das testemunhas não estava presente, um policial civil que se ausentou por estar a serviço da Justiça Eleitoral. Eguinaldo afirmou que a presença do policial era “imprescindível”, pois ele testemunharia também pelo Ministério Público do Estado, que faz a acusação. Entretanto, o juiz Anésio Rocha Pinheiro, titular do 2º Tribunal do Júri e que preside o julgamento, negou o pedido.

Eguinaldo Moura também falou à reportagem sobre como seria a defesa de “Marcos Pará”. “Ele não estava na cena do crime. Vamos mostrar isso”, afirmou. Até então, “Marcos Pará” estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró, em RN, mas foi trazido à capital amazonense para ser julgado. Nas investigações policiais, ele confessou que estava com o grupo que matou o delegado Oscar Cardoso, mas disse que não atirou na vítima porque a arma dele havia falhado e que foi ele quem havia salvado o neto de Oscar do tiroteio.

Defesa de ‘João Branco’

Antes do início do julgamento, a defesa do narcotraficante “João Branco” solicitou ao juiz Anésio Rocha que o réu participasse do júri com as mãos algemadas para frente, porque poderia causar câimbra caso ele mantivesse as mãos algemadas para trás. O juiz Anésio Rocha aceitou o pedido. O advogado também pediu para falar com “João Branco” em uma sala reservada.

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Dez testemunhas

Ao todo, dez testemunhas de defesa e acusação, sendo duas confidenciais, falariam ao júri durante o julgamento, mas apenas sete compareceram, incluindo o policial civil ausente. O júri pode durar três dias, ou seja, até domingo (27). A acusação é feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e a defesa pelos advogados de cada um dos cinco réus.

Banco de réus

Entre os cinco réus a serem julgados, o principal deles é o narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, acusado de ser o mandante do crime e o único que será julgado por videoconferência, já que o mesmo não foi trazido a Manaus, pois está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Os outros réus são “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”.

Morto a tiros

O delegado da Polícia Civil Oscar Cardoso foi assassinado na tarde do dia 9 de março de 2014 com 18 tiros de pistola ponto 40 e 9 milímetros em frente à casa dele, na rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, Zona Sul da cidade. Ele foi titular da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública e afastado das funções após ser preso na operação “Tribuna de Rua” com mais seis policiais, todos acusados de comandar um grupo de milícia que praticava crimes de extorsão, sequestro, tráfico de drogas e corrupção ativa.

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