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Manaus
CADELA

Cadela policial Juma acumula feitos no combate ao tráfico em Manaus

A cadela da raça Pastor Belga é um exemplo de que cães auxiliam a combater o tráfico de drogas 19/12/2016 às 09:45
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Juma possui no “currículo” mais de uma tonelada de entorpecentes farejados (Foto: Divulgação)
Geizyara Brandão Manaus-AM

Considerado o melhor amigo do homem, os cachorros também auxiliam no combate ao crime. O exemplo disso é a cadela policial Juma, especialista no faro de entorpecentes que faz parte da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

A cadela policial da raça Pastor Belga Malinois, de quatro anos, já acumula no “currículo” mais de uma tonelada de entorpecentes farejados.

Uma das ações de destaque de Juma é operação realizada pela Polícia Federal que encontrou mais de 200 kg de entorpecentes no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus vindos de Tabatinga (a 1.105 quilômetros da capital amazonense).

TREINAMENTO 
De acordo com Comandante da CIPCães PMAM, capitão Paulo Padilha, o treinamento para cães inicia desde o nascimento. “Começamos a trabalhar o instinto de caça e presa desde que eles nascem que são aqueles instintos primitivos que o cão tem de sobrevivência”, explica.


O treinamento propriamente dito com entorpecentes inicia a partir do quinto mês de vida. Segundo o capitão, cada raça tem o tempo de aprendizagem próprio e após o treinamento, vão para as atividades em campo. “Para ele [cão] ficar trabalhando a 100% varia de um ano e meio a dois anos de treinamento. Mas a partir dos seis, sete meses já entram entorpecentes”, afirmou.

O processo de treinamento passa pela fase das caixas, depois para as bagagens de viagens, em seguida para ambientes internos e externos. “É uma coisa bem complexa, não é tão simples, demanda tempo e material”, contou o capitão Padilha.

Juma recebeu o treinamento do soldado Paulo Moisin aos três meses. A parte de socialização era trabalhada ao ser levada para a casa do soldado e apresentada a outras pessoas diferentes do convívio da CIPCães. "Esta fase é muito importante para a formação do caráter e futuro emprego do cão de narcótico. Apresentei a ela o máximo possível de ambientes, animais e objetos que fariam parte de sua vida como cão policial", revelou Moisin.

O soldado já treinou quatro cães nos 13 anos de Companhia. "Parece pouco pelo tempo na Cia, mas o trabalho com cães é um sacerdócio e nunca podemos dizer que o cão está pronto, sempre teremos algo novo que irá tirar o foco do cão durante uma busca", disse.

Multi-tarefas

Além da ação de faro de entorpecentes, existem outras atuações que os cães são treinados, cada um com uma especialidade: faro de explosivos; salvamento e resgate; busca e captura; controle de distúrbio civil; ação em rebeliões nos presídios e fuga de presos; Policiamento Ostensivo com Cães (POC); Policiamento em Praças Desportivas (PPD); formaturas e desfiles de caráter cívico-militar; demonstrações de adestramento de caráter sócio-educativo.

Número

31 É a quantidade de animais que fazem parte do canil da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) da Polícia Militar do Amazonas. Sendo quatro semelhantes a Juma - cão de faro de entorpecentes. Todos são orgânicos da PMAM, ou seja, criados dentro da corporação.

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