Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
DECISÃO

Júri condena assassinos de cabeleireiro a 72 anos de prisão em Manaus

Géssica Alves Alho, Hadyson Rafael Bonates, Dione Costa dos Santos e José Matheus da Costa Vieira foram condenados pela morte do cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, ocorrida em 30 de agosto de 2017



show_cabeleireiro_67522EEC-E062-4B6B-AFE2-30E0A6EB433B.jpg Foto: Reprodução/Internet
06/03/2020 às 22:09

No terceiro dia  de julgamento, o Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri decidiu pela condenação de Géssica Alves Alho, Hadyson Rafael Bonates, Dione Costa dos Santos e José Matheus da Costa Vieira pela morte do cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, ocorrida em 30 de agosto de 2017, em um salão de beleza localizado na rua Tarauacá, no conjunto Vieiralves, na Zona Centro-Sul de Manaus. Todos foram condenados a 18 anos de prisão e as penas somadas chegam a 72 anos. Alana Holanda de Freitas foi absolvida. Diego Sabina de Araújo, que também era réu no processo, teve a punibilidade extinta devido sua morte.

O julgamento começou na quarta-feira (4), com o interrogatório dos réus, mas por volta das 15h teve que ser suspenso por conta do juiz Adonaid ter passado mal  sendo obrigado a deixar o Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul, em uma ambulância que o levou para o pronto-socorro e retornou na manhã seguinte com o interrogatório das testemunhas de defesa e acusação.



O terceiro e último dia de julgamento dos acusados pela morte do maquiador João Felipe iniciou com debates  entre o promotor de justiça George Pestana. A defesa teve inicio às 9h26 e juiz aumentou o tempo das partes devido ao número de réus.

O promotor de justiça George Pestana encerrou sua participação nos debates pedindo a condenação dos cinco réus e avisou que não iria à réplica, pois considerou suficiente o tempo de 2h55 estipulado pelo magistrado para os debates.

A Sessão de julgamento popular começou na quarta-feira, 04, e foi finalizada com a leitura da sentença nesta sexta-feira, 06, às 21h30. A Sessão foi presidida pelo juiz de direito titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Adonaid Abrantes de Souza Tavares, com o Ministério Público do Estado do Amazonas sendo representado pelo promotor de justiça George Pestana Vieira e seu assistente Ubiratan George Pinto de Almeida. 

A ré Géssica Alves Alho foi representada pelo defensor público Elmison Rosa Bezerra. O réu Hadyson Rafael Bonates teve em sua defesa o defensor público Rafael Albuquerque de Maia. Alana Holanda foi representada pelo advogado Orlando Patrício de Sousa. Dione Costa dos Santos teve como advogado, Edmilson Freitas Mesquita, e José Matheus da Costa Vieira foi defendido pela advogada Sandra Regina dos Santos. 

Com a condenação, o magistrado manteve a prisão dos réus, Hadyson Rafael Bonates,  Dione Costa dos Santos e José Matheus da Costa Vieira, sendo que Alana Holanda de Freitas  já cumpriu a pena. Géssica Alves Alho também teve decretada a prisão, porém, pelo fato de ela estar amamentado um recém-nascido ficará em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O crime

De acordo com o inquérito policial que originou a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, no dia 30 de agosto de 2017, por volta das 15h40, em um salão de beleza localizado na Rua Taraucá, n.º 05, bairro Vieiralves, em Manaus, o cabeleireiro João Felipe de Oliveira Martins foi morto em seu local de trabalho a tiros de arma de fogo por Diego Sabina de Araújo. Diego teria agido a mando de José Matheus da Costa Vieira, pois trabalha para este no tráfico de drogas. 

Matheus teria encomendado a morte da vítima para assegurar a impunidade pelo homicídio de Cristine Martins da Silva, ocorrido em 2011, pois o mesmo era acusado de matar Cristine no terminal de ônibus do Mauazinho. Cristine Martins da Silva era irmã de João Felipe de Oliveira Martins, sendo que este era testemunha na ação penal que apura a morte da irmã. Com a eliminação de João Felipe, que era testemunha chave no processo da morte da irmã, Matheus acreditava que pudesse ser absolvido.

*Com informações da assessoria

Repórter de A Crítica

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