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Justiça concede liberdade à socialite Marcelaine Schumann

Acusada de arquitetar homicídio de “rival” em triângulo amoroso, Marcelaine ganha direito de responder por crime em liberdade provisória, mas usará tornozeleira eletrônica. Além dela, a ré Karen também ganhou benefício 16/03/2015 às 17:43
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Marcelaine (à frente) e Karen (atrás) ganharam direito de responder por crime em liberdade
VINICIUS LEAL E JOANA QUEIROZ Manaus

Acusada de arquitetar uma tentativa de homicídio em Manaus ano passado, a socialite Marcelaine dos Santos Schuman, 36, a “Elaine”, saíra da prisão e responderá pelo crime em liberdade provisória. Na tarde desta segunda-feira (16), a Justiça concedeu o direito de relaxamento da prisão à ré.

O juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou as alegações dos advogados e emitiu um mandado de relaxamento de prisão para Marcelaine por volta das 15h30. O “caso Marcelaine”, como ficou conhecido o crime, envolve um triângulo amoroso entre amantes.

Outra ré que ganhou relaxamento de prisão da Justiça e responderá também em liberdade pelo envolvimento na tentativa de homicídio é Karen Arevalo Marques, 22, a mulher que teria adquirido a arma de fogo usada no crime e dado o objeto ao pistoleiro.

Tanto Marcelaine quanto Karen Arevalo estavam presas na ala feminina do Centro de Detenção Provisória (CDP), penitenciária no Km 8 da rodovia BR-174. Outros três réus do crime, todos homens, não ganharam liberdade. Segundo Antony, não é conveniente” soltá-los no momento. Elas deverão também entregar passaportes e comparecer uma vez ao mês no Fórum Henoch Reis, em Manaus, para se apresentar ao juiz,

Tornozeleira

Marcelaine e Karen responderão pelo crime fora da prisão, e serão monitoradas por tornozeleiras eletrônicas da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Elas dormirão no CDP nesta segunda e sairão apenas amanhã, terça (17).


Denise Almeida. Foto: Euzivaldo Queiroz

Acareação

Também nesta segunda (16) foi realizada a acareação entre todos os envolvidos no “caso Marcelaine”: a socialite ficou frente a frente com a rival” dela, Denise Almeida, e com o empresário Marcos Souto, pivô do crime e amante das duas mulheres.

Além de Marcelaine, Denise e Souto, também participaram da acareação os réus Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, 27, o “negociador”; Rafael Leal dos Santos, 25, “Salsicha”, o “pistoleiro”; e Karen Arevalo Marques, 22, quem conseguiu a arma de fogo.

Também foram intimados para a acareação os delegados responsáveis por investigar o “caso Marcelaine”: Geórgia Cavalcanti e Paulo Martins. Segundo a defesa dos réus, durante inquérito os policiais usaram de tortura para que os então suspeitos confessassem participação no crime.


Marcos Souto. Foto: Euzivaldo Queiroz

O crime

A tentativa de homicídio aconteceu no dia 12 de novembro de 2014. A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros dentro do carro dela, quando a mesma saía do estacionamento da academia Cheik Clube, localizada no Centro de Manaus.

Denise foi surpreendida por um homem – Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha” – que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

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