Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Manaus

Justiça decreta prisão de quarto policial envolvido em sequestro de técnico de refrigeração

A vítima está desaparecida desde o dia 21 de janeiro, quando saiu de casa e não retornou. Os PMs sequestradores chegaram a pedir da família R$ 175 mil pelo resgate



1.jpg Momento em que os dois primeiros policiais foram presos e levados à DEHS
24/02/2016 às 17:29

A Justiça do Amazonas decretou hoje (24) a prisão preventiva do quarto policial envolvido no sequestro do técnico em refrigeração Marinaldo Franco de Araújo Filho, 42, desaparecido desde o dia 21 de janeiro. A polícia ainda procura pelo paradeiro da vítima.

O policial, que é lotado do Batalhão de Guardas da Polícia Militar, foi identificado apenas como “Amaral”, mas não teve o nome completo divulgado. As informações foram confirmadas pelo delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e responsável pelas investigações.

Martins representou pela prisão do PM na semana passada, e hoje o juiz da 10ª Vara Criminal aceitou e decretou a prisão. Mais pessoas serão investigadas por participação no caso, podendo chegar a sete envolvidos no total, segundo o delegado. “Ainda não encerramos, outras pessoas possivelmente da família da vítima serão investigadas”, disse Ivo Martins.


A polícia ainda procura pelo paradeiro da vítima

Até o momento, são três policiais militares presos: Delmar da Silva e os cabos Watson Nascimento Filho e Cleber Gonzales Oliveira de Lima, ocorrida na semana passada. Watson e Cleber foram presos por policiais da DEHS no dia 17, no momento em que recebiam R$ 35 mil da mulher de Marinaldo, a cabeleireira Elizângela da Silva Carvalho, como parte do resgate.

Paradeiro da vítima

Apesar dos novos pedidos de prisão, a polícia ainda não tem pistas sobre o paradeiro de Marinaldo. Advogados dos policiais presos disseram que os militares não participaram do sequestro, “apenas” da extorsão, e que não sabem dizer onde está Marinaldo e nem quem o levou.

A esposa da vítima, a cabeleireira Elizângela Carvalho, prometeu providenciar a quantia exigida pelos sequestradores, desde que devolvessem Marinaldo com vida.  Naquele momento ela tinha apenas R$ 35 mil, mas se comprometeu a vender a casa onde morava, no bairro da Compensa, Zona Oeste, para conseguir o restante.

Watson e Cleber, policiais envolvidos no crime. Divulgação

Depois desse primeiro telefonema, ela recebeu várias ligações, mas os sequestradores nunca apresentaram provas de que Marinaldo estava vivo, e ainda confirmaram os nomes dos dois filhos do casal. “Perguntei a roupa que ele estava vestindo, mas ele (sequestrador) respondeu que não tinha sido ele que tinha levado Marinaldo”, relatou. Ela teme pelo pior.

O sequestro

A mulher de Marinaldo contou que ele saiu de casa no dia 21 de janeiro para ir ao bairro Cidade Nova entregar um documento, que ela não soube informar do que se tratava e nem para quem.

Na ocasião, ele estava acompanhado de um familiar. Na Cidade Nova, o carro de Marinaldo, um Fiat Siena de placas não reveladas, foi abordado por homens que o levaram junto com o veículo. O familiar que o acompanhava conseguiu escapar.

Só oito dias depois os sequestradores entraram em contato com a família, exigindo resgate no valor de R$ 175 mil. As negociações foram feitas pela mulher da vítima, que foi orientada pela polícia o tempo todo.

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