Domingo, 26 de Maio de 2019
SUSPENSO

Justiça determina afastamento de médico acusado de violência obstétrica em Manaus

O TJ-AM acatou um recurso da DPE-AM, que pedia a suspensão das atividades médicas de Armando Andrade Araújo, flagrado em vídeo agredindo uma parturiente na capital



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O médico já tinha sido afastado no dia 21 de fevereiro pelo Igoam, mas uma decisão da Justiça autorizou que ele voltasse aos trabalhos (Foto: Reprodução A Crítica)
26/03/2019 às 14:36

A Justiça do Estado do Amazonas determinou nesta terça-feira (26) que o médico Armando Andrade Araújo, flagrado agredindo uma parturiente na Maternidade Balbina Mestrinho, no Centro de Manaus, seja afastado das atividades médicas na capital. A decisão é da desembargadora Joana dos Santos Meirelles e foi expedida com a data de hoje.

No dia 15 de março, uma decisão do juiz de direito Diógenes Vidal Pessoa Neto, da 6ª Vara Cívil e de Acidentes de Trabalho, permitiu que o médico voltasse para o trabalho. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) entrou com um recurso e a Justiça acatou o parecer do órgão do Estado. 

Na decisão, a desembargadora afirmou que o parecer do juiz Diógenes, de liberar o médico às atividades, precisaria ser revisto. "No mérito, entende que a decisão recorrida deve ser reformada, posto entender não ter havido violação ao contraditório e ampla defesa, vez que este poderá ser diferido, bem como entendeu pela possibilidade da decisão em cognição sumária pela diretoria do IGOAM, na forma do art. 139 do Regime Interno", destaca Meirelles.

Por aparecer no vídeo agredindo uma adolescente e o material repercurtir nas redes sociais, o médico foi primeiramente afastado pelo Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam) no dia 21 de fevereiro. Quase vinte dias depois, a Justiça autorizou a sua volta às atividades. 

Ainda no documento, a desembargadora comenta que a "situação que ocasionou a suspensão do médico de suas atividades é grave e deve ser reprimida". Além da adolescente, outras mulheres relataram casos de violência obstétrica cometidos pelo médico em unidades de saúde de Manaus.

"O médico, prestando serviço, em Hospital Público, aparentemente promoveu atos do violência psicológica, contra a gestante, inclusive assumindo os seus atos perante o Poder Judiciário, embora entenda que bater na mesa de instrumentos cirúrgicos e promover discussões com a paciente em momento frágil não constitua agressão. Não podemos minimizar os fatos como pretende o recorrido", ressaltou a desembargadora. 


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