Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
TRANSPORTE

Justiça determina que rodoviários não realizem paralisação nesta quarta (21)

Desembargadora determinou que sindicato se abstenha de realizar qualquer paralisação sob multa de R$ 60 mil



TRANSPORTE.JPG Greve foi anunciada para esta quarta-feira (21) (Foto: Arquivo/AC)
20/06/2017 às 19:45

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou, na noite tarde desta terça-feira (20), o pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e determinou que os membros do Sindicato dos Rodoviários se abstenham de realizar qualquer movimento paredista nesta quarta-feira (21), conforme anunciado por representantes da categoria. A medida visa evitar maiores transtornos à população usuária do transporte coletivo.

Na decisão, a desembargadora plantonista do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, Solange Maria Santiago Morais, determinou que em caso de descumprimento, o Sindicato dos Rodoviários poderá ser multado em até R$ 60 mil por hora de paralisação. Além disso, os sindicalistas devem manter distância de no mínimo 50 metros da entrada das garagens, sob pena de multa no valor de R$ 60 mil por hora. Por fim, a magistrada determinou o uso de forças policiais para cumprir a liminar, caso haja necessidade.



“As empresas estão honrando todos os compromissos com seus colaboradores e por isso não veem motivos para mais uma greve, em que o principal prejudicado é a população usuária do serviços usuários podem ficar despreocupados, pois no que depender das empresas, 100% dos ônibus estarão nas ruas nesta quarta-feira e estaremos sempre abertos ao diálogo com os trabalhadores”, destaca o presidente do Sinetram, Carmine Furletti.

O transporte coletivo de Manaus opera com dez empresas, em 221 linhas, e transporta em média 800 mil pessoas por dia.

Paralisação irregular

Na madrugada desta terça, membros do Sindicatos dos Rodoviários impediram por cerca de uma hora a saída dos ônibus na garagem da empresa Açaí Transportes, localizada no bairro Santa Etelvina. O Sinetram e nem a empresa foram notificados pelos sindicalistas sobre o movimento paredista. Cerca de 20 mil pessoas foram prejudicadas.


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