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Manaus
NOVA DECISÃO

Justiça manda Sindicato dos Rodoviários encerrar a greve e aumenta valor da multa

Nova liminar do juiz Adilson Dantas aplica multa de R$ 50 mil por hora de paralisação e autoriza uso da força policial para notificar o sindicato dos rodoviários 17/01/2017 às 10:56 - Atualizado em 17/01/2017 às 11:19
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100% da frota está paralisada desde o início desta terça-feira (Clóvis Miranda)
Dante Graça Manaus (AM)

O juiz plantonista Adilson Maciel Dantas,do Tribunal Regional do Trabalho 11ª Região,  determinou, em decisão liminar, que 100% da frota dos ônibus de Manaus volte a circular imediatamente. Os rodoviários paralisaram as atividades desde o início da manhã de hoje, mesmo com duas liminares proibindo a realização da greve.

Caso o sindicato descumpra a decisão, a multa foi majorada para R$ 50 mil por cada hora de paralisação, a contar do recebimento da notificação. A decisão foi tomada às 10h30 desta terça-feira, atendendo a uma solicitação do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas. 

Em sua decisão, o juiz inclusive que seja requisitada força policial para garantir o cumprimento da ordem. Na liminar, o juiz determina que a notificação ao sindicato seja feita por qualquer um de seus diretores, "ou, na impossibilidade de localização destes, de qualquer funcionário que esteja na sede do Sindicato ou fora dela".

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, afirmou que o órgão ainda não foi notificado da nova decisão judicial, mas garantiu que o órgão vai recorrer. O sindicalista afirmou que a categoria está preparada para ficar até 30 dias em paralisação caso as reivindicações não sejam atendidas. “Não fomos notificados, mas vamos recorrer da decisão. Ninguém vai pagar. Quer dizer que a nossa multa é de 50 mil por hora, enquanto dos empresários é de mil. Isso não é justo. Vamos continuar a greve, haja o que houver. Estamos lutando pelos nossos direitos”, defendeu Josildo.

População prejudicada

Conforme estimativa do Sinetram, a paralisação afetou cerca de 500 mil usuários do transporte coletivo em Manaus. Além disso, boa parte da população precisou apelar para o transporte alternativo, que ficou muito lotado, mototaxistas e até para caronas.  No Centro da cidade, a movimentação tradicional de dias úteis foi substituída por uma calmaria semelhante a de um domingo à tarde. As ruas estavam vazias e o comércio acabou ficando prejudicado com a situação. 

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