Publicidade
Manaus
DECISÃO

Justiça manda soltar empresário Murad Aziz, preso na operação 'Cashback'

Tribunal Regional Federal (TRF1) acatou habeas corpus. Aziz deve deixar a cadeia até a manhã desta sexta-feira (19), informou Seap 18/10/2018 às 19:31 - Atualizado em 19/10/2018 às 08:46
Show show murad 20d04f23 1566 4f92 92d3 313fab59dccf
Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

O empresário Murad Aziz, preso pela Polícia Federal na operação “Cashback”, vai ser liberado do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) entre a noite de hoje (18) e a manhã desta sexta-feira (19), informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Um alvará de soltura será providenciado após decisão em caráter liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) de hoje, que acatou habeas corpus da defesa.

Murad, irmão do senador Omar Aziz, é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. O pedido de soltura foi entregue à Justiça no domingo (14). Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados do empresário.

De acordo com a Seap, o alvará de soltura de Murad Aziz está sendo produzido. A previsão é que ele saia até a manhã desta sexta-feira.

Ontem, o desembargador federal Olindo Menezes concedeu liberdade ao advogado Lino Chíxaro e aos publicitários Marco Barbosa e Jonathan Queiroz. A justificativa do desembargador para soltar os três era da “ausência de provas de prisão temporária”.

Operação

A “Operação Cashback”  foi deflagrada na última quinta-feira (11) com o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e outras ordens judiciais, com objetivo de investigar a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos, em 2016.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.

Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.

Publicidade
Publicidade