Sábado, 04 de Julho de 2020
LIBERDADE NEGADA

Justiça nega habeas corpus a enfermeiro suspeito de dopar e estuprar sobrinha

Anderson Magno, 40, teria estuprado Aline Alves, de 14 anos, após ter dado sedativos para ela. A vítima teria acordado durante o ato e, ao tentar resistir, acabou se afogando no próprio vômito. Caso aconteceu em outubro de 2019



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06/02/2020 às 20:21

A Justiça do Amazonas decidiu indeferir, ainda no início deste ano, um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Anderson Magno Barros da Silva, 40. Ele é suspeito de dopar e estuprar a própria sobrinha, Aline Alves de Melo, 14, em outubro do ano passado, no bairro de Petrópolis, Zona Sul de Manaus.

Na ocasião, Anderson havia pedido da mãe de Aline para que a deixasse ir com ele, a filha e a ex-companheira dele a um shopping da cidade.



Ao fim da noite, o suspeito foi deixar a mulher e a filha na casa delas e seguiu com a vítima para a casa dele, sustentando a ideia de que, no outro dia bem cedo, iria levá-la para ver a avó dela [mãe do suspeito], que estava doente em um hospital.

Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Paulo Martins, o homem, estando sozinho com a vítima e aproveitando que ela estava se queixando de um mal-estar, ministrou doses de sedativos na garota e, se aproveitando do momento, a estuprou.

Morte

No momento em que praticava o ato, a vítima despertou e tentou resistir, vindo a desmaiar e afogando-se com o próprio vômito.

Segundo os pais da menina, o suspeito ainda simulou, na manhã do dia seguinte, chamá-la para tomar café. Como ela não respondia, ele foi ao quarto e a viu desacordada.

"Ele ainda ligou pra gente, pra irmos lá e levar a identidade dela, porque ela estava muito mal", disse o pai da garota.

O próprio suspeito, que também é enfermeiro em um hospital da rede pública de saúde, foi quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os paramédicos chegaram ao local e atestaram o óbito da adolescente.

Ação policial

A DEHS foi acionada para o local e, durante os trabalhos de perícia do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), foi encontrado sangramento nas partes íntimas da menina. O suspeito foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento sobre o caso e acabou confessando o crime.

Os peritos, no local do crime, encontraram várias ampolas de medicamentos, além de preservativos no banheiro da casa do acusado. Ele foi detido na sede da Especializada. Outra irmã da vítima, de 15 anos, foi encaminhada para um exame de conjunção carnal, para comprovar se também foi abusada pelo tio.

Em dezembro do ano passado, a defesa de Anderson entrou com um pedido de habeas corpus, junto à Justiça do Amazonas, mas teve a petição negada, em janeiro deste ano, pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, por unanimidade de votos e em harmonia com o Ministério Público.

Anderson está preso no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM1). O acusado seguirá para audiência de custódia, no próximo dia 17, às 9h, no fórum Ministro Henoch Reis, situado na Zona Sul da capital.

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Repórter de A Crítica

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