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Manaus
NO BAIRRO DE FLORES

Justiça suspende reintegração de posse e famílias permanecem em terreno

As famílias que moram no terreno localizado na avenida Professor Nilton Lins no bairro Flores, estavam sendo retiradas desde o início da manhã após determinação da Justiça 27/04/2017 às 16:27 - Atualizado em 27/04/2017 às 16:29
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(Foto: Evandro Seixas)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Uma reintegração de posse em um terreno localizado na avenida Professor Nilton Lins, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, foi suspensa na tarde desta quinta-feira (27). Mais de quinze famílias que moram no local estavam sendo retiradas desde o início da manhã após determinação da Justiça.

Na área, que é de posse de Rubem Pereira de Melo, há estabelecimentos comerciais e residências. Segundo moradores, a reintegração começou por volta das 6h de hoje. “Já acordei com um policial batendo na minha porta dizendo que todo mundo ia ser despejado. Não sabia o que fazer”, disse a empregada doméstica Maria Eunice Pereira, 55, que vive há 13 anos no local.

A Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) esteve no local para fazer a retirada. Mais da metade dos moradores tiveram seus pertences tirados e levados para casa de parentes.

No início da tarde, embora parte das famílias já tivesse saído do local, uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) mandou suspender a reintegração.

O advogado dos populares, Flávio Oliveira, disse que o proprietário - representado pelo filho de Rubem, Roosevelt Melo – “armou” para retirar as famílias.

“A parte interessada produziu documentos unilaterais para fazer o oficial de justiça crer que a área a ser desocupada é aqui, quando na verdade é outra área. O mandado judicial manda emitir na posse um imóvel com uma numeração de um registro de imóvel, e aqui é outro registro. Mesmo assim diante de tantas ilegalidades o oficial de justiça não teve o bom senso de suspender esse ato”, declarou.

O oficial de Justiça, Alzimar Machado, declarou que apenas a Justiça pode se pronunciar sobre os problemas envolvendo a área a ser desocupada. “É uma questão jurídica e o juiz vai decidir. Não sei qual foi o engano”, limitou-se a dizer o oficial.

A advogada de Roosevelt Melo não quis se pronunciar sobre o caso. Uma audiência de conciliação entre as partes e a Justiça foi marcada para o dia 10 de maio.

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