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Manaus
PONTO DE ENCONTRO

Largo São Sebastião é 'mix' de sabores, histórias e amores entre manauaras

Cenário remete a história da capital que hoje faz 349 anos e é um dos principais cartões postais da cidade 24/10/2018 às 15:16 - Atualizado em 24/10/2018 às 15:58
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Foto: Junio Matos
Izabel Guedes Manaus (AM)

Ponto de encontro para misturar sabores, histórias e amores. Quem nunca aproveitou um fim de tarde, marcou um encontro ou simplesmente foi ao Largo São Sebastião tomar aquele bom e delicioso tacacá? O cenário remete a história da capital que hoje faz 349 anos e é um dos principais cartões postais da cidade.

A jornalista Paloma Alburquerque, 27, é uma manauara que conhece bem o espaço e faz questão de, pelo menos uma vez na semana, visitar o espaço que visita desde a infância. Hoje, ela guarda as boas lembranças do passado e faz questão de escrever novas histórias no cenário que, segundo ela, transmite paz.

“O largo representa parte da minha história. Minha mãe sempre me levou. Enquanto ela tomava tacacá, eu brincava de patinete, de bicicleta. Ele representa um pedaço físico da minha vida. Eu amo esse pedacinho de Manaus”, disse.

Paloma Albuquerque aproveita espaço para levar cadela Lua para passear (Foto: Junio Matos)

“Nos finais de semana, eu levo a minha cadela Lua para passear lá. Eu gosto de tudo o que ele oferece. Desde o tacacá, que é uma comida típica que amo muito, até as apresentações musicais. Gosto de estar ali, me traz paz. É bem completo. Eu vejo o Largo como um ambiente onde todo mundo cabe. Da família aos amigos, dos turistas ao casal de idosos. É um lugar que abraça todo mundo”, comentou.

Assim como a Paloma, a economista Elenice Assis, 43, tem ótimas lembranças para recordar. Atualmente, ela não mora mais na capital, mas sempre que pode, vem dar uma “voltinha”. A economista afirmou que adora sentar nos bancos da praça para apreciar o vai e vem das pessoas, principalmente aquelas que buscam tomar o mais saboroso tacacá.

“Eu morei por muitos anos na Praça 14. Então o Largo, o Teatro Amazonas foi um ponto de encontro, porque muitas coisas acontecem aqui como a Banda da Bica, o Festival de Ópera. Sem falar no tacacá... Toda vez que a gente vem aqui dá vontade de tomar. Não dá para passar aqui sem parar para tomar um, porque parece que é uma coisa que chama”, disse ela.

“A praça me traz uma lembrança de família também. Minha filha de 22 anos foi batizada na Igreja de São Sebastião e eu também, pelo mesmo frei”, completou a economista, que se diz apaixonada pela capital.

“Os fins de tarde são ótimos para passear. Até quem não é de Manaus vem para ver o Teatro e aproveitar as belezas e os sabores no Largo”, contou.

O Largo e os seus encantos

Além de admirar a beleza de tudo conjunto arquitetônico e cultural do Largo São Sebastião, David Amorim, 28, também aproveita o espaço para mostrar para o mundo o quão importante o espaço é para a cidade. Ele, que há oito anos trabalha em uma agência de viagens, tem na ponta da língua o significado histórico do espaço e se rende às belezas e calmaria que o lugar representa.

Quase todas as tardes ele aproveita o intervalo entre o término do expediente e as aulas de judô para tocar violão sentando em um dos monumentos da praça.

“Eu venho aqui passar o tempo. Apreciar. Trabalho aqui ao lado e sempre converso com muitas pessoas que sentam, vêm ouvir a música que toco. É sempre bom vir com os amigos. O Largo é um ponto histórico e eu espero que continuem preservando isso. Para que as pessoas se sintam seguras aqui e para que elas continuem vindo passear”, afirmou.

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