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Manaus
ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA

Largos e parques construídos na av. Sete de Setembro estão abandonados

Moradores do Centro de Manaus dizem que locais servem de 'casa' para mendigos e assaltantes 12/05/2017 às 05:00
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Praça central do passeio do Mestre Chico, abandono é visível. Foto: Márcio Silva
Álik Menezes Manaus

Moradores do Centro de Manaus denunciam que largos e parques construídos pelo Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim) estão completamente abandonados pela Prefeitura de Manaus e servem de ‘casa’ para mendigos e assaltantes. Os três espaços públicos ficam localizados nas imediações da avenida 7 de Setembro, no Centro.

Os parques estão tomados por mato, lixo, quiosques depredados e, em alguns casos, até sem iluminação pública regular. Um das praças, que até o nome foi apagado da placa inaugural, fica localizada entre a avenida  7 de Setembro e a rua Jonathas Pedrosa. No local, moradores dizem que  a última limpeza aconteceu há quatro meses e os quiosques sofrem com o descaso e o abandono.

“Você percebe o absurdo? O Parque Jefferson Peres, que fica ali do outro lado, é bem cuidado, limpo e fechado. Agora esse aqui, que fica do outro lado da rua, está completamente abandonado. Mato alto, sem iluminação, lixo por todos os lados e os quiosques fazem nojo”, contou o comerciante Adson Silva, 38.

A falta de manutenção na praça contribui para que o local se transforme em esconderijo de usuários de drogas e a falta de iluminação  colabora para o aumento de furtos. “Faz mais de dois meses que aqui não tem iluminação. Todos os dias alguém é furtado, essa praça aqui virou uma área vermelha, está muito perigoso passar por aqui”, afirmou o motorista Andrey Amaral, 50.

No largo Mestre Chico a situação não é diferente. O cenário é de total abandono, mato alto, falta de manutenção, quiosques depredados e servindo de casa de usuários de drogas.

A dona de casa Marileide Picanço, 55, contou que o largo foi abandonado há muitos meses e criticou a Prefeitura de Manaus. “Não entendo esses gestores, o largo foi inaugurado junto com o Prosamim, era lindo, era ponto de encontro de amigos, casal de namorados e de famílias, mas depois que passou para responsabilidade da prefeitura ficou assim, sem cuidados e  totalmente abandonado”, reclamou a dona de casa.

Após o abandono do local, Marileide disse que o número de furtos aumentou e os frequentadores têm sido praticamente obrigados a parar de frequentar o espaço público. “Com esse cenário não tem condições, fica feio e perigoso. Nós até tentamos nos unir para fazer uma limpeza, mas o espaço é muito grande, nós não conseguimos dar conta sozinhos”, contou.

Interrupção
Na quinta-feira da semana passada, funcionários da prefeitura iniciaram um serviço de capinagem no Parque Paulo Jacó, mas não concluíram totalmente o serviço e em muitas partes o mato alto é visível. “Eles começaram e fizeram boa parte, mas abandonaram. Falta levar o lixo e terminar de capinar o mato em alguns trechos”, disse o aposentado Raimundo Barros, 70.

Segundo ele, antes do trabalho largado pela metade a  última limpeza completa aconteceu  há mais de quatro meses. Para o aposentado, a solução para o problema seria ter alguém da comunidade para ser responsável pela manutenção. “A prefeitura tem que cuidar sim, mas ela também deveria atribuir e custear a manutenção feita por pessoas da comunidade que são responsáveis e além de fiscalizar colocariam a mão na massa”, ponderou. “Mas para isso acontecer precisa de atitude por parte deles e investir em material e pessoal da comunidade”, completou Raimundo Barros.

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