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Manaus
DIZ IPAAM

Laudo que apontará danos de vazamento será divulgado na próxima semana

Previsto para ser divulgado ontem (5), o laudo que apontará a exata extensão da mancha de óleo será concluído depois do feriado, informou o Ipaam. Acidente ocorreu no dia 27 de agosto 07/09/2018 às 03:49
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Foto: Euzivaldo Queiroz
acritica.com Manaus (AM)

Previsto para ser divulgado ontem (5), o laudo que apontará a exata extensão do vazamento de óleo após naufrágio de um rebocador no rio Negro, nas proximidades do Porto da Ceasa, na orla da Zona Leste de Manaus, deverá ser concluído e divulgado somente semana que vem, com data ainda não definida, informou o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O acidente aconteceu na semana passada, no dia 27 de agosto, e provocou um derrame de óleo diesel tipo “filó”, que percorreu ao menos 15 quilômetros rio adentro, poluindo igarapés das proximidades, como o Mauá e o Aleixo, ambos, no bairro Colônia Antônio Aleixo, também na Zona Leste.

Auxílio a prejudicados

A empresa J.F de Oliveira Navegações Ltda., pertencente ao grupo Chibatão e responsável pela embarcação que naufragou, informou que está cumprindo a notificação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e desde terça-feira está distribuindo cestas básicas, água potável, kit-limpeza e atendimentos médicos a famílias que moram ou trabalham na região afetada pelo óleo.

Segundo a empresa, foram atendidas 230 pessoas, que estão recebendo assistência médica e social, além dos serviços de limpeza do local atingido. A equipe da empresa é composta por 30 pessoas.

A área atingida possui 33 flutuantes. Quatro deles são de serviços de funilaria, oficina e fabricação de móveis. O restante é utilizado para moradia. São 120 famílias vivendo no local. 

A empresa disse que ajudou 28 pescadores e auxiliares, que moram nas margens do igarapé do Mauazinho, com ajuda de custo para pescadores por cinco dias da semana não trabalhados.

O Ipaam informou que atua no local, fiscalizando essa ação. Os trabalhos devem continuar pelos próximos dias. De acordo com o presidente do órgão, Marcelo Dutra, a ação é apenas para minimizar os prejuízos causados aos moradores e não suspende o embargo da área nem substitui multa pelo crime ambiental.

Óleo em igarapés

Sobre o apoio aos moradores e trabalhadores afetados, o líder comunitário Verilson Santos, presidente da Associação de Moradores do Mauazinho, disse que “isso é mito”. “Nenhum líder está ciente disso. Até então não fomos comunicados. Desconfiamos que alguém esteja se aproveitando da situação”, disse ele, em referência às pessoas que estariam recebendo os auxílios.

Verilson disse que, passados dez dias desde o vazamento, ainda tem muito óleo nos igarapés da região. O Balneário da Prainha, disse ele, não existe mais. “O impacto ambiental existe e nós queremos uma resposta para esse problema”, ressaltou.

Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou até a publicação desta matéria.

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