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Lavador de carros é executado com cinco tiros no Japiim e polícia suspeita de vingança

Altair Castro Barbosa, mais conhecido como "Barrão", era muito querido na vizinhança, mas testemunhas afirmaram que ele tinha envolvimento com drogas e respondia a um homicídio praticado há mais de um ano 28/09/2014 às 14:17
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Barrão estava comendo churrasco quando foi surpreendido por dois homens, que chegaram perguntando quem era o “Barrão”. Ao identificar-se, já foi recebendo os tiros
Joana Queiroz Manaus (AM)

O lavador de carros Altair Castro Barbosa, o “Barrão”, de 23 anos, foi assassinado no final da tarde deste sábado (27) com cinco tiros de arma de fogo, que foram disparados por dois homens ainda não identificados. O crime - acontecido na esquina da avenida Manaus 2000 com a rua 5, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus - foi presenciado por várias pessoas que declararam não conhecer os pistoleiros.  Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS) é quem investiga o caso.

Segundo testemunhas, Barrão estava comendo churrasco, por volta das 18h30, quando foi surpreendido por dois homens que chegaram ao local perguntando quem era o “Barrão”. Ao identificar-se, já foi recebendo os tiros, a maioria nas costas. A vítima morreu na hora e os assassinos fugiram a pé, rumo a avenida Rodrigo Otávio. 

Moradores do local disseram que os criminosos chegaram em um taxi, desceram antes e foram caminhando até o local onde mataram Barrão. Eles agiram de cara limpa e demonstraram tranquilidade na execução do crime. O crime foi  registrado no 3º Distrito Policial (Dip), bairro de Petrópolis, também na Zona Sul.

'Gente boa'

Ontem moradores do local que conheciam Barrão disseram que ele era uma boa pessoa, mas que era usuário de droga e vivia embriagado. Colegas da vítima suspeitam que o crime foi motivado por vingança: há um ano e dois meses, Barrão assassinou a facadas Francisco Baraúna Mendes e feriu a namorada dele, Antônia Solidade.

Barrão apresentou-se à polícia dias depois. Em depoimento, ele confessou o crime e disse que matou a vítima porque tinha sido agredido. Testemunhas contam que Antônia tinha uma taberna e que Barrão vivia comprando cigarro fiado dela e não pagava. No dia do crime, ele foi comprar o fumo e, sem dinheiro. a dona do mercadinho se negou a vender e ainda o expulsou do seu estabelecimento.

Revoltado, Barrão foi à casa de uma vizinha, pegou a faca de cozinha e voltou à taberna para Matar Antônia. O namorado interveio e ele o matou com várias facadas. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por crime de homicídio qualificado por motivo fútil.




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