Publicidade
Manaus
estacionamentos polêmica

Lei dos estacionamentos ainda gera conflitos em Manaus

Passados quase 20 dias da entrada em vigor de nova lei, empresas se adaptam às regras, mas capricham no preço cobrado 27/09/2013 às 07:25
Show 1
Estacionamentos do Centro estão cumprindo a lei, mas aumentaram o preço
Jéssica Vasconcelos Manaus

A Lei do Estacionamento, que  entrou em vigor no dia  9 de setembro,  ainda tem gerado muitos conflitos. No Centro, os estabelecimentos têm cumprido a lei que determina o pagamento fracionado, mas o aumento no preço continua.

No estacionamento Faísca, na rua Saldanha Marinho, Centro, a proprietária Fátima Lemos, conta que a lei está sendo benéfica para os  usuários que agora não tem reclamado do preço do serviço. Segundo a empresária carros pequenos pagam R$ 6 pela hora ou fração, motocicletas, R$ 3 e carros grandes, R$ 8. Antes da lei, o preço médio nos estacionamentos do Centro era de R$ 5.

Para o motorista Pedro Souza, 32, que trabalha há cinco anos no Centro a nova lei é  boa, principalmente para as pessoas que ficavam formando filas duplas na rua. “Acredito que a lei facilitou a vida dessas pessoas que agora tem essa opção”, disse o motorista.

Alguns proprietários, contudo, reduziram a tarifa. No estacionamento Novo Milenium, na rua Lobo D’Almada, o  proprietário está cobrando R$ 4 pela hora e R$ 1 a cada 15  minutos.

Segundo o proprietário Alex Santiago, essa estratégia é para atrair mais clientes que muitas vezes deixam de ir ao Centro por que acham que não vão encontrar lugar para estacionar.

De acordo com o autor da lei,vereador Wilker Barreto, a grande resistência em cumprir a lei tem sido dos shoppings. “O certo seria os shoppings cobrarem cinquenta centavos por 15 minutos, pois o consumidor já está indo a um centro de compras e não deveria ser cobrado por isso”, acrescentou o vereador.

O vereador informou ainda, que esteve com o prefeito Artur Neto e o mesmo assumiu o compromisso de continuar a fiscalização nos estabelecimentos e se for preciso até caçar o alvará de funcionamento. “Se a lei não for posta em prática não é a lei ou o vereador que vai sair perdendo e sim o consumidor que não pode se conformar com os preços abusivos”, declarou Wilker Barreto.

 Os programas de Defesa do Consumidor do Estado e do Município estão realizando operações constantes para barrar os aumentos abusivos no preço do serviço.

Publicidade
Publicidade