Domingo, 21 de Abril de 2019
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CABO DE GUERRA

Líder dos rodoviários promete regularização do serviço e quer renegociação

Givancir Oliveira diz que empresas querem demitir 40% dos trabalhadores, mas Sinetram nega. "Isso é mentira", diz diretor


02/06/2018 às 08:28

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira,  afirmou que  os trabalhadores vão retomar as atividades normais na manhã deste sábado. Nas primeiras horas de hoje, o quinto dia da greve da categoria, nenhum ônibus do sistema de transporte coletivo da capital foi às ruas.

Por volta das 9h, os primeiros ônibus começaram a deixar as garagens, de acordo com informações do Sinetram. 

De acordo com Givancir, a intenção dos trabalhadores é retomar as atividades para tentar uma renegociação com o Sindicato das Empresas de Transporte do Amazonas, o Sinetram. Ontem chegou a haver uma tentativa de acordo, mas sem sucesso.  Segundo ele, a totalidade da frota para os finais de semana - menor que a dos dias úteis - será colocada nas ruas. "Vamos sinalizar paz com o Sinetram", afirmou Givancir.

O sindicalista afirmou que as empresas querem demitir grande parte do quadro funcional, e que a volta aos trabalhos neste sábado é para evitar esta situação. "O Sinetram quer demitir 40% os trabalhadores para contratar 'horistas' sob a nova legislação trabalhista, e nós não aceitamos essa precarização da mão-de-obra. Queremos a suspensão dessas demissões por seis meses", completou.

No início desta semana, ainda no segundo dia de greve, as empresas começaram a recolher currículos de interessados em trabalhar como cobradores e motoristas. O Sinetram informou, na ocasião, que eram currículos para cadastro de reserva.  O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, afirmou que não existe nenhuma intenção das empresas de demitir 40% dos trabalhadores. "Isso é uma mentira. Não há esta intenção e nem possibilidade de que isso ocorra", sustentou.

Hoje, são cerca de 8 mil trabalhadores rodoviários. Uma eventual demissão de 40% do quadro resultaria em 3,2 mil demissões, o que, segundo Borges, seria completamente inviável. "Isso é dito apenas para mobilizar os trabalhadores, mas não vamos demitir ninguém", afirmou Borges. De acordo com ele, o Sinetram busca aplicar novas regras da reforma trabalhista em cima dos funcionários que já atuam no sistema. E também de eventuais novos contratados. "Temos uma rotatividade mensal de 2% dos trabalhadores", explicou.  

Estratégia

Caso de fato retornem ao trabalho neste sábado, motoristas e cobradores podem se ver livres de multas pesadas. Isso porque ontem o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pediu,  em uma Ação Civil Pública, multa de R$ 1 mil aos motoristas e cobradores por hora paralisada, por dano moral coletivo. Ainda não houve decisão da Justiça sobre o pedido do MP. 

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