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Líderes estudantis apóiam ativismo nas redes e ruas

Segundo líderes estudantis, esse é o caminho que as novas gerações devem seguir para obter mudanças 10/08/2013 às 16:23
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Reunião entre estudantes aconteceu na Assembléia Legislativa do Estado (ALE-AM)
ANDRÉ ALVES ---

Representantes de entidades estudantis e alunos que comemoram hoje os 186 anos do Dia do Estudante admitem que a nova geração precisa sair da ‘zona do conforto’ e unir mobilização por meio das redes sociais e manifestações de rua para tornar efetiva a briga por conquistas práticas junto aos poderes públicos. Para eles, os protestos em série durante o mês de junho, em todo o Brasil, provam que, somente juntas, a movimentação na Internet e nas ruas traz resultado.

“Essa é uma geração diferente das anteriores. O Facebook, o Twitter, o Whats App mudaram as relações humanas. É necessário que se tenha um envolvimento das redes sociais, mas é necessário também que esse povo que emergiu das redes sociais saia às ruas e vá ao Legislativo, Executivo, Judiciário, cobrar as três esferas de poder”, comentou Caetano Júnior, 21, presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE). Para ele, as entidades estudantis precisam ser fortalecidas.

“A juventude se levantou no sentido de reclamar mais. O povo pediu nas ruas, em junho, mais presença do Estado. Por isso, o movimento estudantil fez uma reflexão sobre um retorno mais efetivo às manifestações de ruas, um fortalecimento dos diretórios centrais dos estudantes, para que assim tenhamos mais força nas mobilizações”, afirmou Caetano Júnior, que na última sexta-feira (9) participou da homenagem ao Dia do Estudante, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), sessão de iniciativa do deputado José Ricardo Wendling (PT).

O líder estudantil Yan Ivanovich concorda que é preciso  uma mudança de postura dos movimentos. “O povo brasileiro foi às ruas para dizer que quer mais. Que é preciso que os deputados estaduais, federais, senadores, a presidenta, o vice-presidente, saiam da sua zona de conforto. Esse foi um recado, não só aos políticos, mas ao movimento social brasileiro”, comentou. “Você tem dois mecanismos de luta que estão bem colocados: as redes e as ruas. As redes sociais se transformaram num instrumento fundamental das lutas não só no Brasil, mas no mundo”, sustentou ele.

“Todos se empolgaram para ir às ruas. As redes sociais ajudaram a marcar protestos”, comentou Gabriele Paraíso, 16, estudante do La Salle. “Tudo começou nas redes sociais”, acrescentou Rodrigo Sousa, 17, da escola estadual senador João Bosco. Apesar da força da internet, Yan Ivanovich ponderou:  “Twitter comunica. Mobiliza. Mas não tira corrupto. Não faz revolução. Quem promove transformações é a rua. A rua se mantém como principal instrumento de transformação. A luta da nova geração é a luta que tem que ser feita nas redes e nas ruas”.

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