Domingo, 21 de Abril de 2019
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LIXÃO

Lixeiras a céu aberto e falta de recolhimento causam indignação em moradores

Nas ruas Nova Vitória com Beco das Flores, e Bom Jesus, ambas no Nova Vitória, Zona Leste, a situação é caótica e preocupante


04/09/2017 às 14:10

O recolhimento de lixo foi bastante criticado pelos leitores ouvidos pela reportagem de A CRÍTICA no dia de ontem. Todos criticaram a coleta que é feita na cidade, tanto pela ausência dela, quanto pelo fato de que nem sempre todos os detritos são recolhidos como deveriam ser, deixando dejetos pelas vias.

Nas ruas Nova Vitória com Beco das Flores, e Bom Jesus, ambas no Nova Vitória, Zona Leste, a situação é caótica e preocupante, com os moradores dizendo que carro coletor não passa nesses locais há cerca de 3 semanas, gerando uma grande concentração de lixo nestas duas vias. Realmente eles têm do que reclamar: a quantidade de lixo é grande, com predominância de sacos plásticos e resto de comida, com um mau cheiro desagradável a ponto de causar até mesmo náuseas. 

O pedreiro Aílton Jorge Branco dos Santos, 30, é um dos moradores que reclamam da sujeira na Nova Vitória com Beco das Flores. “Nós pedimos para o lixeiro passar em todas as ruas, mas ele não passa por aqui. Quando passam, pegam dois sacos de lixo e deixam o resto todo aqui. Falam que a caçamba está cheia. Às vezes sou eu quem pego o lixo para jogar nas caçambas deles”, denuncia ele. “Clamamos que as autoridades façam algo por nós. Também queremos asfalto nas nossas ruas”, complementa.  

João da Silva comentou que a situação de concentração de lixo já dura três semanas. “Já são três semanas que o carro do lixo não passa por aqui pela rua Nova Vitória. E quando passa é bem rápido e nao faz a limpeza certa que deveria fazer. Eles não falam nada. Nós, às vezes, até ajudamos para fazer essa coleta aqui”, declara o autônomo. 

Ainda no Nova Vitória, A CRÍTICA também ouviu reclamações de moradores como o industriário Marcos de Freitas, 33, e da dona de casa Goreth Vieira, que moram na rua Bom Jesus. Naquela via não há apenas um, mas dois grandes focos de lixeiras a céu aberto, prejudicando o trânsito de pedestres e motoristas e com a possibilidade de causar até mesmo doenças.

“Faz quase 1 mês que o caminhão não vem regularmente nesta rua, que fica no meio de três esquinas. O carro passa rápido, pega uns ou dois ou três sacos e o restante vai ficando, acumulando. A rua tá até ‘fechando’ de tanto lixo; com chuva piora. Tá ficando difícil para nós aqui. Pelo menos poderiam levar o lixo”, destaca.

Marcos conta que a sujeira acumulada pode causar doenças: “Um dia desses tinha mucura e ratos passando por aqui, bem pertinho de onde passam crianças que podem pegar rápido uma doença”.

A dona de casa Goreth Vieira estima que há um mês não passa o carro do lixo. “Passamos aqui sentindo esse mau cheiro todo tempo”, ressalta.

“As moscas vêm aos montes”, disse a moradora aposentada Maria Cardoso.

São José dos Campos

Já na rua Paraíba, do bairro São José dos Campos, próximo à Colina do Aleixo, na Zona Leste, o carro do lixo passa, mas mesmo com os dizeres “Não Jogue Lixo” a população aremessa seus detritos a qualquer hora, acumulando sujeira, segundo outros moradores inconformados. O trecho, crítico, de ambos os lados tem sujeira formada por sacos plásticos, pedaços de móveis de madeira, palets e outros materiais. 

“Sempre fica esse montaréu de lixo jogado na via”, disse um comunitário que preferiu não se identificar.

Camburão, esgoto e feto encontrado

Um camburão é apenas um dos materiais existentes em uma lixeira da avenida Timbiras, na Cidade Nova 2, Zona Norte, além de muito lixo doméstico.

“Um dos grandes problemas que enfrentamos aqui nesta lixeira é o fedor, que é muito. Até urubu e tudo que é bicho aparece. Dificilmente a prefeitura recolhe esse lixo. Vai ficando essa podridão. Queremos que as autoridades dêem um jeito aqui”, conta o lavador de carros Jardel Van, 29, que trabalha em frente à lixeira da Timbiras.
Ele disse que a população deveria se conscientizar e não jogar o lixo. “Vem de todo canto o lixo”, declarou.

Na rua Paulo 6º, em Petrópolis, o peixeiro Alberto Oliveira está revoltado com o acúmulo de sujeira que existe no local. Pra completar, a lixeira está localizada próximo a um esgoto a céu aberto. O problema existe há 30 anos, diz o trabalhador.

“Essa área é para pedestre, mas fizeram de lixeira, tanto pessoas daqui do bairro, quanto de outras localidades. Há tanto lixo aqui que ’tapa’ a via, e os pedestres têm que andar pelo meio da rua, o que é perigoso e arriscado podendo gerar um acidente. Há 30 anos isso existe e ninguém resolve”, frisa.

“A coleta vem, e quando não vem fica aquela porcaria. Mas se chover e entupir uma das bocas do esgoto, esse lixo vai parar no igarapé. De domingo pra segunda o carro do lixo não passa”, comentou.

Há alguns meses até um feto foi encontrado nesta lixeira, informa Alberto Oliveira.

Semulsp vai verificar 'conduta anormal'

Por meio de sua assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos (Semulsp) informa que repassou todos os casos citados para os fiscais apurarem. Quanto ao carro coletor não estar passando, o órgão informa que já repassou o endereço para a empresa concessionária mandar verificar, já que deixar de recolher o lixo “não é uma conduta normal”.

A assessoria reitera que a “coleta domiciliar da Prefeitura de Manaus é uma das poucas no Brasil que acontecem diariamente”. 

Quanto a esses casos de o lixo persistir mesmo após a passagem do carro coletor, podem ser casos de lixeiras viciadas, informa o órgão. Para isso, a Semulsp tem estratégias diversas e atua segundo cada problema, mas vai enviar uma equipe de combate à lixeiras viciadas irem até esses locais. 

Esse ano, a Semulsp revela ter atuado em mais de 60 lixeiras viciadas. “Além da limpeza, esses locais podem receber equipes de conscientização, placas educativas, lixeiras comunitárias e até um jardim implantado pela Semulsp no local do ponto de lixo. O combate à lixeiras viciadas tem dado uma resultado bom para a Semulsp e a ordem do prefeito é intensificar esse trabalho. Dessa forma, a Semulsp vai seguir as informações passadas por vocês para trabalhar esses locais, por isso, agradecemos a colaboração”, informou a assessoria.

O órgão reitera que a população pode e deve ajudar, denunciando lixeiras viciadas pelo disk limpeza 0800-0926356 ou 32148115.

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