Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
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Lixo do carnaval permanece no entorno do Sámbodromo em Manaus

A exemplo dos anos anteriores, escolas de samba ‘abandonaram’ alegorias, fantasias e muito lixo na área, embora haja punição para as agremiações, conforme o regulamento da Ageesma



1.jpg Os garis tiveram trabalho para limpar o entorno do Sambódromo, onde havia lixo e restos de fantasia por toda parte
12/02/2013 às 11:36

Por mais um ano, os carros alegóricos das escolas de samba de Manaus não foram colocados nos galpões após o desfile, conforme determina o regulamento da Associação do Grupo Especial das Escolas de Samba de Manaus (Ageesma).

Embora a punição seja a perda de meio ponto, apenas a escola Presidente Vargas conseguiu, pelo menos, reduzir a infração, guardando duas das quatro alegorias que apresentou na noite do último sábado (9).

“Não colocamos os outros porque o guindaste não pôde mais circular e os carros tinham que ser desmontados para poder entrar no galpão”, justificou um colaborador, que não quis revelar o nome.

As demais deixaram a pista da avenida do Samba, que passa em frente aos galpões, completamente interditada. Na mesma situação estava a pista oposta, ocupada por carros alegóricos do Grupo de Acesso cujo desfile aconteceu na noite de sexta-feira (8).

Segundo o presidente da escola de samba Sem Compromisso, Carlos Ramalhosa, cuja escola ocupa o primeiro galpão, o problema teria sido provocado pela Reino Unido da Liberdade, que, ao deixar os carros na rua, impediu a passagem dos que vieram depois.

“Aqui existe um cronograma para que todas as agremiações que chegarem do desfile imediatamente coloquem seus carros para dentro. Se uma não cumprir, bloqueia todas as que vierem depois. Fiquei com 40 empurradores até 8h esperando que eles liberassem a pista e nada”, protestou Ramalhosa.

De acordo com ele, além de interditar a pista e resultar em perda de ponto, não recolher as alegorias também representa o prejuízo financeiro. “Tive que pagar vigias porque ontem (domingo) teve o Bloco das Piranhas e todo ano um monte de vândalos sai quebrando tudo. Depois, os organizadores vão culpar o pessoal do Carnaval. Antes do desfile, tudo quanto é órgão de fiscalização não sai daqui. Quando acaba, não parece um”, reclamou.

No escuro
Outro problema piorou a situação na madrugada de domingo, quando terminou o desfile do Grupo Especial. O fornecimento de energia elétrica nos galpões da Cidade do Samba foi cortado.

Dirigentes da escola Vitória Régia tiveram que conseguir um motor de luz para que os trabalhadores pudessem desmontar as alegorias menores.

Ação rápida
Em relação ao ano passado, a equipe da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) agiu mais rápido na coleta de lixo do Sambódromo e arredores. Por volta de 9h dessa segunda-feira (11), a parte interna do Centro de Convenções já estava limpa e a equipe iniciava o recolhimento do que havia sido jogado na avenida do Samba e no igarapé dos Franceses.

O local estava tomado de pedaços de fantasias tiradas dos carros alegóricos por vândalos. Não era o caso do cozinheiro Cláudio Araújo, 60, que retirava somente o que pudesse aproveitar em trabalhos de ornamentação.

“É uma pena ver nosso dinheiro jogado na lama. Só uma pluma dessas custa mais de oito reais. Vai num posto de saúde atrás de um remédio para ver se você consegue. Eu sempre preciso e nunca tem”, protestou Cláudio.

Sobre a retirada dos carros alegóricos do entorno do sambódromo, a empresa que organiza o desfile se responsabiliza apenas em entregar o carro alegórico na frente do galpão da escola, usando um guindaste que facilita a desmonte das partes superiores das alegorias.

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