Publicidade
Manaus
Manaus

Lixo do folclore oferece risco aos motoristas que passam pela rotatória da Suframa

Alegorias deixadas pelos grupos “invadem” rotatória da Suframa e atrapalham fluxo. Os pedaços estão na parte destinada a saída dos grupos, bem no estacionamento CCPA 10/09/2013 às 08:25
Show 1
Grupos e associações têm cinco dias para retirar o lixo gerado durante o Festival Folclórico do Amazonas, mas há estruturas que estão lá há duas semanas
jaíze alencar ---

Alegorias e armações de ferro usadas durante o 57º Festival Folclórico do Amazonas estão encostadas nas cercas do Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA) e oferecem risco aos motoristas que passam pela rotatória da Suframa. Os pedaços estão na parte destinada a saída dos grupos, bem no estacionamento CCPA.

Algumas ficaram debruçadas sobre a cerca do Centro Cultural e, com o peso das armações de ferro e a ação do tempo, parte delas acabou danificada, aumentando os riscos de caírem na pista.

As pontas de ferros expostas para a rua, disputam espaço com os carros e principalmente os veículos de grande porte que utilizam a rotatória.

De acordo com o presidente da Associação Movimento Bumbás de Manaus, Raimundo Negrão, as associações que têm galpões levaram o material para ser guardado. “Os representantes dos bois aproveitaram o final de semana e levaram alguns profissionais para cortar as armações de ferro e até contataram empresas que trabalham com reaproveitamento de ferro para destinarem os que foram cortados”, conta Negrão.

Negrão afirma que os participantes da festa têm um prazo de cinco dias para fazer as remoções, mas o mesmo não é cumprido por não existir medidas fortes contra elas. “As associações são as responsáveis pelos grupos e o lixo que geram. Se o grupo não faz a associação deve se responsabilizar”.

Apesar do evento ter encerrado na sexta-feira (6), dois grupos ainda não se mobilizaram para fazer as retiradas: A Associação dos Grupos Folclóricos de Manaus (AGFM) e a Liga Independente dos Grupos Folclóricos de Manaus (LIGFM).

O presidente da AGFM, Milton Ferreira, disse que não recebeu dinheiro da Secretaria de Estado da Cultura(SEC) e só vai mandar retirar as alegorias quando receber a verba. “Temos que pagar funcionários, lojas, as dívidas que fizemos para conseguir realizar o evento, outros grupos estão na mesma situação que eu. Fizemos o evento todo no ‘fiado’, estou sendo ameaçado de morte por conta das dívidas e não temos dinheiro para contratar gente para fazer a remoção”, desabafou.

Prazo

A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) informou que o resto das alegorias expostos no estacionamento foram considerados “lixos” pelas Associações e Ligas folclóricas. A secretaria aguarda até hoje, um documento dessas entidades atestando isso para que possa entrar em contato com a Prefeitura de Manaus e retirar o entulho.

Fora do aterro

O diretor municipal de Limpeza Pública, José Rebouças, informou que por se tratarem de materiais que não entram no aterro sanitário, é preciso que seja contratada uma empresa especializada. “O isopor e o ferro, são ítens que levam muito tempo para se decompor, por isso não vão para o aterro, não é nossa responsabilidade dar um destino a esse tipo de material”, disse.

Dirigente quer data para receber dinheiro

O Festival Folclórico do Amazonas teve a coordenação de seis associações folclóricas que receberam o patrocínio e a infraestrutura do Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus.

O presidente da Associação Movimento Bumbás de Manaus, Raimundo Negrão, disse que o custo da festa é elevado. “São quase R$ 500 mil só com operacional, fora as alegorias, que em muitos casos é jogada fora após o festival”, diz.

O presidente espera ainda que entre os dias 7 e 11 de outubro, seja realizado o seminário com o secretário Robério Braga e representantes do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, para discutirem sobre o problema de repasse de verbas e outros impasses. “Queremos que haja uma data limite para ser repassado o dinheiro pelo Estado e Prefeitura, além de um dia fixo no calendário para a realização do festival e a redução do evento para 15 dias”.

Essa variação nas datas traz prejuízo às associações e aos trabalhadores.

Arnoldo Gomes, conhecido como Lampião, é artista e trabalha na confecção das caracterizações das tribos, ele é um dos prejudicados com a falta de uma data fixa para a realização do Festival, “quando eu termino minha participação no boi de Manaus, vou para outros municípios, ciranda em Manacapurú, Caapiranga e depois São Paulo para o carnaval, e acabo atrasando outros compromissos”, relatou.

Publicidade
Publicidade