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Manaus
RISCO À SAÚDE E SEGURANÇA

Lixo e matagal perto de escolas incomoda pais e alunos em Manaus

O mato alto no entorno da creche municipal Gabriel Corrêa Pedrosa, na Compensa, Zona Oeste, preocupa moradores 30/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 30/03/2017 às 09:31
Silane Souza Manaus (AM)

O mato alto no entorno da creche municipal Gabriel Corrêa Pedrosa, localizada no conjunto Rio Xingu, bairro Compensa, Zona Oeste, tem deixado os pais das crianças que estudam na escola e os moradores da região preocupados. De acordo com a população, o cenário facilita a presença de assaltantes e usuários de drogas, que se escondem no matagal, além de atrair animais peçonhentos.

A esteticista Marta Maria, 42, contou que até cobra já foi vista na frente da creche, que foi inaugurada em 2015, pela prefeitura. Ela também destacou que há muitos andarilhos em volta do muro da escola, o que causa muito medo. “Eu acho um perigo e sem proteção, parece escola abandonada. Não tem nem segurança na escola”, relatou.

O pastor Luis Carlos da Silva, 45, também falou do risco que as crianças e os pais correm durante a aula e na hora da entrada e saída dos alunos, tendo em vista que a área de mata tornou-se uma espécie de esconderijo para suspeitos e usuários de drogas. “É um perigo muito grande porque estudam muitas crianças na escola e ninguém conhece a índole das pessoas”, salientou.

Na Escola Estadual Manuel Rodrigues de Souza, na rua Itacolomy, bairro Armando Mendes, Zona Leste, o mato alto fica na área interna da unidade, principalmente na frente da quadra de esportes. “Os alunos reclamam porque fica muito ruim para andar em meio ao mato. Na frente da quadra ninguém consegue andar de tanto mato”, disse a dona de casa Luciana Silva, 32.

Lixeiras viciadas

Outro problema que preocupa são as lixeiras viciadas no entorno das escolas públicas. Na frente da creche Gabriel Corrêa Pedrosa, uma pequena área verde se tornou a “lixeira” dos moradores e funcionários da unidade de ensino. Já na frente da escola Manuel Rodrigues, até há uma lixeira grande, mas o lixo é depositado no chão sem nenhuma cerimônia.

O mesmo cenário foi visto na frente da Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, na rua São Pedro, bairro Coroado 2, e ao lado do Centro Municipal de Educação Infantil Dilsen da Silva Alves, na rua São João, no Coroado 3, ambas na Zona Leste. Colchão, sofá, aparelho de TV, pneus, sacos com entulhos de obra e até para-choque de carro estavam dentre os resíduos depositados na via pública.

Secretarias mobilizam equipes

A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) informou que providenciará a limpeza e capinação no entorno da creche municipal Gabriel Corrêa Pedrosa e uma ação de conscientização com moradores do conjunto Rio Xingu.

Quanto às demais áreas citadas pela reportagem, a Semulsp informou que a Subsecretaria Operacional da pasta vai programar limpeza e conscientização imediata dos locais, que mesmo após serem limpos, voltam a ser alvo de descarte incorreto de lixo.

A Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) informou que já determinou a capinação e limpeza nas dependências da Escola Estadual Manuel Rodrigues. Já a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a creche Gabriel Corrêa Pedrosa é assistida pelo Centro de Operações em Segurança Escolar (Cose), por meio de câmeras, e que há mais de um ano não são registrados furtos.

Fiscalização e sensibilização

A Semulsp informou que volta aos locais, retira  de novo a lixeira viciada e realiza outras atividades para coibir essa prática, como sensibilização, implantação de jardins, instalação de lixeiras comunitárias e placas. Em casos mais críticos, desloca um fiscal de ponto para a área.

Cercamento da área

Vizinhos da creche Gabriel Pedrosa, no conjunto Rio Xingu, cogitaram cercar o terreno baldio ao lado.  A Semmas informou que os moradores podem solicitar o cercamento da área verde junto ao órgão.

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