Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
INOVADOR E SUSTENTÁVEL

Lixo que pode ser reciclado valerá como ‘moedas’ na UEA

Por meio do aplicativo trashback, desenvolvido por uma empresa parceira da Universidade, estudantes pooderão trocar lixo reciclável por alimentos nas lanchonetes das cinco unidades de Manaus



images__36__AD5B166F-59D4-492E-A582-B77E3B73A5E0.jpg Foto: Divulgação
08/01/2020 às 10:15

Com o objetivo de fortalecer a educação ambiental para transformar a sociedade, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) firmou parceria com a empresa Ecoforte para conscientizar e sensibilizar a comunidade acadêmica sobre a importância da reciclagem de resíduos domésticos.

O projeto, com lançamento agendado para o início do ano letivo, durante o trote social da Escola Superior de Tecnologia (EST), tem como proposta coletar resíduos e transformá-los em moedas que os alunos, professores e servidores administrativos da UEA poderão trocar por produtos reciclados, voucher-alimentação ou serviços oferecidos por outros parceiros da ação.

​Trashback

Para colocar em prática o projeto, de autoria da Agência de Inovação (Agin/UEA), os empreendedores da Ecoforte, Paulo César Pontes Filhos e Laís Anne de Castro Lima, lançaram o aplicado Trashback. O sistema fará a contagem dos resíduos doados para convertê-los em pontos. Após atingir um determinado valor, a pessoa poderá escolher no próprio app se troca as moedas por produtos disponibilizados pela Ecoforte (saco de lixo reciclado), por serviços ou por alimentação nas lanchonetes da UEA.



A coleta e o peso dos resíduos domésticos serão realizados nas cinco unidades da UEA em Manaus, seguindo o cronograma estipulado pela coordenação para o dia de recolhimento em cada Escola Superior. Poderão ser doados plástico, metal, papel e papelão. Paulo destaca que o projeto surge da necessidade de evitar que o aterro sanitário da cidade, que tem vida útil até o próximo ano, seja sobrecarregado com o descarte incorreto dos resíduos.

“Queremos conscientizar a comunidade que resíduo não é lixo. Lixo vai para o aterro e resíduo é dinheiro e pode ser revertido em benefícios. Hoje são geradas, em média, 72 mil toneladas de resíduos domésticos por mês. Com esse projeto, vamos mostrar que plástico vira saco de lixo, papelão vira lixeira ecológica e latinha vira copo. Tudo é reaproveitado e transformado”, disse o empreendedor.

Outra novidade do projeto é a redução de custo para a própria universidade. A Ecoforte recolherá os resíduos da UEA e os devolverá já transformados em sacos de lixo. Além disso, ao doarem os resíduos, os alunos ganharão um squeeze para utilizá-lo na universidade, o que evitará o uso excessivo de copos descartáveis.

“É um projeto que realmente abraça todas as camadas da sociedade. Em uma das etapas, faremos a arrecadação de 10% de todos os resíduos coletados para transformá-los em cestas básicas, que serão doadas para instituições de caridade”, pontuou Paulo.

 

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