Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
INVESTIGAÇÃO

Local onde britânica desapareceu no Rio Solimões é rota de tráfico, diz delegado geral

Área é próxima onde o delegado de Coari, Thyago Garcez, desapareceu após uma troca de tiros com traficantes



Capturar.JPG (Foto: Gilson Mello)
17/09/2017 às 17:34

A área do Rio Solimões, no trecho entre os municípios de Codajás e Coari, identificada como Ilha Machado, local onde foi encontrado o caiaque de uma esportista britânica de 43 anos, desaparecida esta semana, é considerada, pelas forças de segurança, como rota do tráfico de drogas. A informação foi confirmada pelo delegado-geral adjunto da Polícia Civil (PC), Ivo Martins. 

Segundo Ivo, o local é próximo onde o delegado de Coari Thyago Garcez, 30, desapareceu no último dia 5 de dezembro, após uma troca de tiros com traficantes. Até hoje o delegado não foi encontrado. “Existem várias linhas de investigação. Ela pode ter sido morta por traficantes, piratas, mas também pode ter sido atacada por um animal ou apenas se perdido. Tudo começou a ser apurada esses últimos dias”, explicou.

Ainda de acordo com Ivo, há poucas informações sobre a britânica. A família da esportista decidiu não divulgar o nome dela à imprensa e a comunicação entre os familiares e as forças integradas de segurança está sendo feita através do Consulado Britânico. 

“Já conseguimos levar para perícia alguns objetos da moça encontrados no caiaque, como roupas, ‘bitucas’ de cigarro e alguns calçados. Vamos aguardar agora a chegada do caiaque aqui em Manaus para colher mais pistas”. 

Conforme o capitão de fragata Paulo Veiga, do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil (Com9ºDN), explicou que a britânica realizava uma expedição para cruzar o Rio Amazonas. O último registro feito pela moça foi no dia 21 de agosto, data quando ela chegou ao Brasil pelo município de Tabatinga, distante 1.110 quilômetros da capital. 

“O sinalizador e os equipamentos de segurança dela foram acionados, mas nenhuma informação sobre localização via GPS. Alguns ribeirinhos da comunidade onde a embarcação foi entrada disseram ter visto uma mulher no rio, mas não souberam informar o sentido que ela iria”, contou. 

O capitão disse, ainda, que 60 militares da Marinha realizam as buscas no rio desde a última quinta-feira (13), um dia depois que a empresa para qual a britânica trabalha e o consulado entraram em contato com o órgão informando sobre o desaparecimento dela. 

“Estamos com duas aeronaves (ANV) N-7086, do 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-3), para fazer o reconhecimento da região e iniciar as buscas pela britânica e mais duas embarcações: uma lancha da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) e o Navio-Patrulha Fluvial (NPaFlu) Amapá”, explicou. 

No sábado (17), o Corpo de Bombeiros do Amazonas foi acionado para ajudar nos trabalhos. Uma equipe de três mergulhadores do Batalhão Especial do CBMAM foi enviada ao local numa das embarcações da Marinha.

“Assim como a Marinha, não há prazo para cessar as buscas. Ainda não conseguimos saber se o nível ou correnteza dos rios ajudou ou atrapalhou a moça, durante a travessia, mas auxilia os bombeiros a ir mais fundo para procurar”, afirmou o capitão Janderson Lopes, do Corpo de Bombeiros .

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