Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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RISCO

Lojistas podem voltar a demitir com a greve dos rodoviários, diz presidente da CDL

Segundo Ralph Assayag, paralisação de cobradores e motoristas afeta diretamente as vendas no comércio em Manaus e gera incerteza aos trabalhadores de outras áreas sobre a manutenção do emprego


01/06/2018 às 17:23

Com a greve dos rodoviários e a não circulação da frota de ônibus do transporte público em Manaus, o comércio da capital volta a se preocupar com o risco de demissões. A afirmação foi dada pelo presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, nesta sexta-feira (1º), dia em que a paralisação de cobradores e motoristas chegou ao quarto dia.

“A gente entra num feriado, onde poderia ter feito uma boa venda porque estariam tanto os trabalhadores da indústria como os de órgãos públicos liberados para poderem fazer suas compras. De repente, por uma situação dos ônibus, nós somos sacrificados mais uma vez de não poder levar o cliente nas lojas. Com isso as vendas caem, e com isso a preocupação nossa de voltar às demissões”, comentou o presidente da CDL Manaus.

Greve leva incerteza a trabalhadores

Na manhã desta sexta-feira, ônibus de várias empresas do transporte coletivo de Manaus paralisaram no Terminal de Ônibus 1 da avenida Constantino Nery, na Zona Sul. Apesar de os motoristas embarcarem os passageiros nos bairros com destino ao Centro, ao chegar no Terminal 1, principal terminal de integração à região central da cidade, pararam, obrigando todos os usuários do transporte a descerem dos coletivos e seguirem viagem a pé.

Esse fato, segundo Ralph, traz medo aos trabalhadores. “Isso traz uma incerteza para as pessoas em saberem se vão ou não manter o seu emprego. Com isso, cai a venda. Com medo de ser demitido, eu vou comprar e vou ficar com medo de ficar inadimplente”, afirmou.

Mau resultado no feriado de Corpus Christi

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Segundo Assayag, nessa quinta-feira (31), feriado de Corpus Christi, 70% das lojas da capital amazonense não abriram as portas, em função da paralisação total do transporte coletivo.

O dirigente dos lojistas também relatou que as lojas abertas nessa quinta-feira também não conseguiram bons resultados. “Aquelas que forçaram a barra para funcionar de outra maneira não tiveram clientes porque o consumidor não tinha como chegar nas lojas. Isso prejudica diretamente aquele lojista que contratou”, revelou Ralph, afirmando que, há quatro meses, os lojistas de Manaus têm contratado mais do que demitido.

A situação preocupante deve se estender para o fim de semana, já que uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira não levou a nenhum acordo e a greve persiste. 

Críticas à greve

Assayag também fez críticas ao modo escolhido pelos rodoviários para realizar a paralisação.“Eles têm que pensar primeiro que esse tipo de greve já é do passado, que eles precisam encontrar outra maneira que não prejudique a população e outros trabalhadores também”, reclamou Ralph, apontando que 70% das passagens de ônibus em Manaus são compradas por empresários para o transporte de funcionários.

“Era melhor eles estarem liberando ônibus de graça do que prejudicando a população”, concluiu.

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